Donos de Dakota estao preocupados
Na terça-feira, quando a Chrysler anunciou que entre as seis fábricas que fazem parte do processo de reestruturação internacional está a unidade de Campo Largo (Região Metropolitana de Curitiba), os proprietários de Dakota se assustaram.
Com dúvidas quanto ao futuro da montadora, os consumidores passaram a se preocupar com a desvalorição das picapes e com a dificuldade em encontrar peças ou assistência técnica.
O empresário Marcelo Dallazen, 29 anos, é um exemplo. Ele, que trocou há uma semana uma Dakota a gasolina por uma a diesel, tem receio de que o veículo saia de linha. É a terceira Dakota que eu compro. Eu tenho medo de que meu carro saia de linha e desvalorize. Confiava na marca porque sabia que tinha montadora aqui no Brasil, mas agora não sei como vai ficar, disse, completando que pensa em vender o carro recém-comprado.
Apesar do medo de desvalorização, o representante comercial Perol Ferreira Pinto Júnior, 26 anos, acha que agora não é o momento de vender a picape. Agora que a Chrysler anunciou a suspensão da fabricação no Brasil, ficou complicado para vender. Eu vou esperar um pouco para ver o que acontece, declarou.
Segundo o gerente geral da Car Way única concessionária que trabalha com veículos Chrysler no Paraná , Darcy Boz Júnior, não há motivos para preocupação. Em Campo Largo não é produzida uma peça. Ali, são montados os veículos. Então não há porque ficar com medo de que acabem as peças. Tudo vai continuar igual, declarou, enfatizando que as peças vêm dos Estados Unidos e que as concessionárias têm estoques que suprem as necessidades do mercado.
André Senador, diretor-adjunto de comunicação coorporativa da Chrysler, diz que ainda é cedo para dizer o que vai acontecer, porque a interrupção da produção da Dakota em Campo Largo vai ocorrer ao longo desse ano.
Para o vice-presidente da Assovepar (Associação dos Revendedores de Veículos Automotores no Estado do Paraná), César Luiz Lançoni Santos, a decisão da Chrysler não deve interferir na comercialiação da Dakota. Provavelmente essa atitude tem como objetivo maior produtividade a menor custo. O problema é que não estamos acostumados a isso, então situações como essa, causam impacto no mercado.





