Para muitos, o amarelo é a cor do momento, principalmente quando se pensa em carros esportivos. Isso se deve muito ao sucesso da dupla sertaneja Munhoz e Mariano, que imortalizou o Camaro Amarelo. Foi pensando assim que o agricultor Dilmar Rocha, de Mandaguaçu, no Noroeste do Paraná, modificou a cor de um dos automóveis de sua coleção.
O veículo em questão é um Puma GTE, clássico da indústria nacional, tido como o mais famoso esportivo já produzido totalmente no Brasil e que foi um dos principais veículos comercializados entre as décadas de 1970 e 1980. "O meu é um GTE 1977. Originalmente ele era na cor cinza, mas mudei para amarelo porque essa é a cor da moda", justifica Rocha.
Segundo ele, sua coleção conta ainda com dois Fuscas, uma motocicleta e um caminhão, além do Puma. Mas o esportivo é seu grande xodó. Também pudera, esse foi o automóvel que deu origem à coleção, comprado em Rolândia (Norte) com pouco mais de quatro anos de uso. "Quando o comprei ele era relativamente novo. Espero envelhecer com ele", destaca Rocha, fazendo questão de ressaltar que uma possível venda está completamente descartada.
Sobre o modelo GTE é bom lembrar que sua estrutura foi baseada em seu antecessor, o Puma GT. Já a letra E refere-se às designações "Exportação" ou "Europa", uma vez que o esportivo acabou sendo vendido também em outros países.
Com tanta popularidade e um design muito semelhante ao dos esportivos internacionais, a GTE acabou se tornando a linha Puma com o maior número de unidades fabricadas. Conforme alguns estudiosos da marca, a venda desse modelo pode ter ultrapassado 8,7 mil exemplares.
Outro detalhe é que além de exportados, esses Pumas chegaram a ter parte de sua produção feita no exterior, mais precisamente na África do Sul. "O design dele é diferenciado, tanto que até hoje me perguntam se ele é importado e se surpreendem quando digo que é nacional", relata.
De acordo com Rocha, seu GTE apresenta uma mecânica original, composta de um chassi de Brasília, porém 20 centímetros mais curto. Há ainda nele um motor de dupla carburação, 1600, e o veículo chega a, aproximadamente, 70 cavalos de potência.
Diferente do GTB, outra linha do Puma que tem espaço para até quatro pessoas, essa versão 1977 do GTE pertecente a Rocha foi projetada especificamente para apenas dois ocupantes.
Apaixonado pelo veículo, o agricultor afirma que um de seus maiores temores é não ter para quem deixar o veículo. Mas ele garante que vai zelar ao máximo pelo veículo. "Tenho filhos e espero que alguns deles tope a ideia de continuar com o automóvel. Eu mesmo não pretendo me desfazer desse veículo", reforça.

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