Dodge Magnum 'fez a cabeça' de empresário
PUBLICAÇÃO
sábado, 14 de julho de 2012
Vinícius Fonseca <br> Reportagem Local 
Os automóveis da linha Dodge ''fazem a cabeça'' de muitos antigomobilistas. Entre eles, um que se destaca é o Magnum. O veículo começou a ser produzido no Brasil pela Crhysler no ano de 1979.
É exatamente assim o veículo pertencente ao empresário Arnaldo Holzmann Junior, e se por si só, o Dodge já se faria notar, isso fica ainda mais fácil residindo em Itambaracá (Norte Pioneiro), cidade com 6,7 mil habitantes. ''Lá sou muito reconhecido pelo carro e procuro mantê-lo totalmente original'', diz.
A fidelidade aos Dodges produzidos naquele ano é tanta, que o Magnum do empresário já conquistou prêmios em encontros de antigomobilistas. ''Esse ano não deu, mas já fomos tri-campeões da categoria Marca Dodge no encontro de Jataizinho'', lembra.
Mas o que o Magnum 79 tem de tão especial? O proprietário mesmo é quem faz questão de contar. Segundo ele, o carro ostenta o maior motor já produzido no Brasil. A peça, um motor V8 com 318 cilindradas cúbicas e 215 cavalos de potência, se faz notar facilmente pelo barulho que confere ao veículo.
Outra característica marcante do Dodge é o fato de ser monocromático. Além da lataria e do vinil do teto serem azuis, a área interna, bem como detalhes, bancos e tapeçaria também levam a cor.
Comprado em Ponta Grossa, Holzmann Junior explica que a restauração do automóvel foi executada sem complicações, uma vez que o Dodge pertenceu a apenas um dono anterior. ''Sou o segundo dono e ele já era mantido original por isso a restauração acabou sendo tranquila. Levou apenas um ano'', detalha.
Com o veículo há mais de uma década, o empresário exalta as boas condições e a força do Dodge. Segundo ele, a máquina de 33 anos é usada para ir aos encontros em diversas partes do Brasil, levando inclusive, bagagem - em um porta-malas muito atrativo - além de toda a família. ''Ele aguenta o tranco. Aqui só não levo a sogra, o resto vai tudo'', brinca Holzmann Junior. ''Sempre rodei com ele e ele nunca me deixou na mão'', garante.
Com uma mecânica que apresenta, entre outras coisas, câmbio quatro marchas e freios a disco na dianteira e a tambor na traseira, nada supera o prazer de dirigir o V8. ''Mesmo existindo carros mais modernos não tem nada melhor do que pilotar um automóvel com um motor desses'', destaca.
Membro do Automóvel Clube de Bandeirantes, Holzmann faz questão de dizer, no entanto, que o Dodge não é a única relíquia que tem na garagem. Há ainda um Maverick GT 74. ''Quero comprar um Galaxie. Aí terei três motores V8. Carros com esse motor são minha grande paixão'', confessa.


