A segurança do motociclista no trânsito, a decisão e a execução de uma manobra com perícia exigem mais raciocínio que habilidade, segundo os instrutores do CETH (Centro Educacional de Trânsito Honda). A concentração ao pilotar, associada ao conhecimento sobre técnicas de condução, possibilita ao motociclista antever situações de risco e tomar decisões conscientes.
Entre as orientações mais importantes aos motociclistas estão observar e pesquisar o ambiente, durante alguns segundos, o caminho a ser percorrido para captar possíveis fatores de perigo e, sobretudo ao tomar a decisão de ultrapassar, ser rápido e firme dentro dos limites de velocidade.
Além de antecipar a situação, prever as consequências de uma falha é essencial respeitar os limites impostos pela própria motocicleta. Assim como qualquer veículo, a motocicleta não pára imediatamente, fazendo com que o piloto necessite de tempo e distância adequados para uma frenagem segura. É importante que o motociclista esteja atento ao tempo de reação, que é tempo que se leva entre observar o obstáculo e o acionamento do comando, somado a distância de frenagem até a parada total do veículo.
Para diminuir a distância de frenagem total, é preciso reduzir o tempo de reação, para que o acionamento do freio seja feito em 0,8 segundo, tempo gasto para que os freios sejam acionados em um percurso de até 35 metros a 100km/h. Os freios devem ser acionados simultaneamente, numa proporção de 60% para o dianteiro e 40% no traseiro de forma progressiva, e quanto maior a velocidade maior deverá ser o percentual de uso do freio dianteiro em relação ao traseiro. Os pneus bem calibrados e com a banda de rodagem em bom estado ajudam a manter o equilíbrio. Pastilhas e lonas de freio também devem estar dentro dos limites recomendados pelo manual do proprietário da motocicleta.
Segundo os instrutores do Centro Educacional de Trânsito Honda (CETH), é imprescindível que o motociclista saiba como reagir diante de situações de trânsito que não dependem dele, como por exemplo, condições desfavoráveis da pista ou do clima.
Para isso, conhecer as técnicas, ter precisão nos movimentos, cautela e concentração são fatores importantes para que ele pilote com segurança durante a noite ou em terrenos irregulares.
Ao pilotar sob chuva, por exemplo, o motociclista deve ter consciência que o atrito do pneu com o solo diminui pela metade. Isso significa que o espaço necessário para parar duplica, sendo aconselhável reduzir a velocidade e aumentar a distância de segurança em relação a outros veículos.
Ainda de acordo com os instrutores do CETH, é essencial redobrar os cuidados no início da chuva, momento em que a pista fica mais lisa em razão da poeira e do óleo que formam uma película escorregadia. Uma outra dica é aguardar, se possível, o tempo necessário para que a chuva ''lave'' a pista, melhorando assim as condições de atrito entre o pneu e o solo.

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