A FOLHA Carro & Cia participou do test-drive de duas motorizações do Sandero, ambas na versão de acabamento Privilège: com o propulsor Hi-Torque 1.6 8V e com o 1.6 16V. A maior aposta da Renault é a primeira opção, que se mostrou excelente quando exigida em trechos urbanos. A segunda, anda melhor na rodovia.
  Durante todo o percurso foi possível verificar que os pneus mais largos (185/65 R15) que os usuais na categoria dão ao Sandero mais estabilidade. Na versão Hi-Torque, a direção é bem mais macia. O sistema de suspensão garante total conforto para quem dirige e também para os passageiros. Em um trecho, a reportagem da FOLHA, comprovou que o espaço traseiro é muito interessante e confortável. Câmbio de engates precisos e embreagem suave completam a fácil dirigibilidade.
  Os dois motores testados, que também estão disponíveis no Logan, passam total confiança. As ultrapassagens são tranqüilas porque o Sandero chega aos 120 km/h sem nenhum esforço. Com o Hi-Torque de 8V - 92/95 cavalos (gasolina e álcool) - o torque de 14 kgfm aparece em rotação logo abaixo de 3 mil giros. Trata-se de uma performance muito importante, principalmente na cidade.
  Logicamente, a versão de 16 válvulas tem desempenho superior na estrada. Com 107/112 cavalos e 15,5 kgfm é óbvio que rode melhor em velocidades constantes e mais altas. Mas a montadora aposta no Hi-Torque por causa do consumo de combustível que, segundo a Renault, é equivalente ao do motor 1.0 16V - 76/77 cavalos (gasolina e álcool).
  Depois de tantos pontos positivos é hora de falar sobre aspectos que não depreciam o produto, mas poderiam ter uma solução um pouco melhor. O controle dos retrovisores fica em uma posição nada ergonômica, junto ao freio de mão, local também onde está o comando dos vidros traseiros. Os dianteiros estão no painel.
  Talvez foi um jeito que os designers encontraram para se diferenciar da concorrência, mas melhor seria não inventar moda e deixar todos os comandos nas portas como estão dispostos na maioria dos carros. E, dentro dos gostos pessoais, a grade do pára-choque dianteiro também não agrada, mas deixa o Sandero diferente. (D.G.J.)

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