Direção hidráulica exige cuidados específicos
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sábado, 28 de setembro de 2013
João Fortes<br> Reportagem Local 
Sabe aquele volante duro, que exige muito muque para manobrar e fazer baliza? Durante muito tempo essa era a única opção para grande parte dos proprietários de veículos que não podiam se dar ao luxo de comprar um carro equipado com direção hidráulica. Felizmente, este item se tornou mais acessível e para muitos motoristas deixou de ser um luxo para se tornar básico.
É o que o confirma o gerente comercial da Ford Tropical, de Londrina, Emerson Magro. Ele destaca que na concessionária, as vendas de carros com direção normal praticamente não acontecem mais. Os únicos modelos com a opção de escolher entre as direções normal ou hidráulica são Ford Ka e Fiesta Rocan. "Ainda mais com as opções de taxa zero, o cliente prefere optar pelo modelo completo e diluir o custo a mais nas parcelas."
Na Ópera Peugeot, também de Londrina, o diretor comercial Lucius Malachias aponta para a mesma tendência. A marca disponibiliza apenas a picape Hoggar com volante mecânico. Todos os outros modelos, segundo ele, já vêm com algum mecanismo de assistência de série. "Mesmo no Hoggar, que é voltado mais para empresas, a opção costuma ser pela versão completa. Nos outros modelos já vem de série, sendo hidráulica na linha 207, eletro-hidráulica no 308 e elétrica para 208 e demais modelos."
Embora já seja possível acreditar que no futuro se tornará uma tecnologia obsoleta, a direção hidráulica ainda é a opção mais acessível para a maioria dos brasileiros que querem um volante mais "macio".
Para garantir tal maciez, o sistema conta com uma bomba hidráulica que faz um tipo específico de óleo circular pela caixa de direção. O que exige um acompanhamento constante, de acordo com o coordenador do curso técnico de mecânica automotiva do Senai Londrina, Edison Bonifácio. "Tem que fazer uma verificação semanal do óleo, já que o nível baixo pode comprometer a assistência e até danificar o sistema", afirma.
Para funcionar, a bomba hidráulica utiliza força do próprio motor do carro, cerca de um cavalo de potência, segundo Bonifácio. Por isso, se desenvolveu o sistema de direção eletro-hidráulica, que possui um pequeno motor eletrônico para dar força à bomba. Os cuidados com o nível de óleo, neste sistema, devem ser os mesmos.
Mas quem pode bancar um modelo equipado com a direção elétrica já não tem esse tipo de preocupação. Não há qualquer tipo de óleo, mas sim um motor elétrico acoplado à caixa de direção, que auxilia os braços da direção a ficarem mais leves. Além de dispensar a manutenção preventiva com o óleo, o sistema garante maior eficiência do comportamento progressivo da direção.
"Hoje em dia, a maioria das direções com assistência são progressivas, ou seja, são macias em baixa velocidade e vão se tornando mais firmes à medida que a velocidade aumenta. No caso da hidráulica, isto é medido apenas pela pressão da válvula e rotação do motor. Já a elétrica tem um gerenciamento eletrônico e mais informações do motor, como velocidade, por exemplo. Com isso, consegue fazer um prognóstico muito melhor", explica Bonifácio.
Ele destaca que mesmo com a ausência de óleo, é interessante solicitar ao mecânico que passe, de vez em quando, um sensor para verificar as condições do sistema da direção elétrica.


