Além das multas e das campanhas de conscientização, o tenente Paulo Siloto, da Ciatran, comenta que cursos de direção defensiva poderiam ajudar a diminuir os acidentes de trânsito. No curso, segundo ele, os motoristas aprendem a usar o automóvel da forma mais consciente e prática.
Noções de como realizar adequadamente uma freagem com rapidez, dicas para evitar acidentes ou até como dirigir em diferentes pisos - terra, asfalto, dias de chuva - são ensinados durante o curso. Além de noções de mecânica e leis de trânsito. ''O curso traria uma série de benefícios para o trânsito e o deixaria mais humano'', salienta Siloto.
O entrave, no entanto, é que a companhia só realiza esse curso para grupos fechados de empresas, e não tem estrutura para disponibilizá-lo para toda a comunidade. ''Isso demanda recursos e a carga horária é muito grande'', aponta. Ele adianta que algumas empresas já oferecem o curso.
Os Centros de Formação de Condutores também oferecem o curso desde 1998, quando entrou em vigor o novo Código de Trânsito Brasileiro, que obriga os futuros motoristas a passar por esse curso. Segundo a assessoria de imprensa do Departamento de Trânsito (Detran), pela resolução 168 aprovada em dezembro do ano passado, os condutores habilitados há mais de sete anos deverão fazer o curso de direção defensiva na renovação do documento. No Paraná, 2,1 milhões de condutores terão que passar pelo curso a partir do próximo ano.

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