Da Redação
Autódromo de Curitiba está buscando parcerias para o lançamento do curso de direção preventiva em março do ano que vem
Uma volta rápida pelas ruas dos grandes centros já é sufi ciente para se deparar com os perigosos e inconsequentes ‘‘pilotos’’ do trânsito. São pessoas que se consideram peritas para desenvolver as mais diversas peripécias pelas ruas. O resultado destas acrobacias quase sempre tem sido um só: acidentes fatais.
Para se proteger dos falsos pilotos, cada vez mais os motoristas têm procurado pelo chamado curso de direção defensiva. A disseminação desta idéia, até então praticada de forma itinerante, vem conquistando a criação de espaços fixos, como o Centro de Pilotagem Automobilística, em São Paulo.
Dirigido pelo bicampeão paulista de Marcas, Roberto Manzini, o centro conta com o apoio da Ford. Segundo Célio Batalha, diretor de assuntos corporativos da empresa, o objetivo é contribuir para o aprimoramento técnico dos motoristas. ‘‘Este tipo de iniciativa tem reflexo direto na melhoria da qualidade o trânsito’’, garante o diretor.
Na prática O centro de pilotagem oferece inúmeros cursos como direção veicular, direção preventiva, proteção para executivos, além dos cursos de competição esportiva. No entanto, as aulas de direção preventiva, ou defensiva, como é conhecida, vem sendo uma das mais procuradas e indicadas para pessoas que buscam maior técnica, habilidade e segurança na condução de veículos em diversas situações do trânsito.
‘‘De forma alguma são aulas para incentivar as pessoas a fazerem acrobacias no trânsito. Muito pelo contrário, o curso é indicado para aqueles que desejam se esquivar com sucesso dos verdadeiros malabaristas das ruas’’, esclarece Flávio Trindade, piloto profissional de Stock Car e administrador do Autódromo Internacional de Curitiba.
Qualificado pela Confederação Brasileira de Automobilismo, como instrutor do curso de direção defensiva, Trindade reforça que as aulas impressionam até mesmo pilotos profissionais como ele, que raramente se deparam na pista com situações grotescas comuns no trânsito das grandes cidades. ‘‘Por exemplo, nas pistas, jamais temos que enfrentar caminhões nos fechando, carros ultrapassando pela direita ou pessoas atravessando inesperadamente na frente do veículo’’, complementa.

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