Destinação correta ao produto usado
O descarte dos capacetes depois de trocados faz parte da questão da destinação correta do lixo. O problema se estende para outros itens que não são biodegradáveis. De acordo com Fernando Barros, engenheiro que atua com ênfase em meio ambiente, o procedimento faz parte da ''logística reversa de uso'' que as empresas devem adotar.
''O produto de acordo com a logística reversa deve acabar no futuro voltando para o fabricante. Outra opção é identificar a resina e o tipo de plástico com o qual foi feito para destinar a empresas recicladoras interessadas. Isso acontece com o plástico pet'', exemplifica.
O gestor de programas de capacete do Inmetro, Jackson França Silva, explica que há uma preocupação com relação ao descarte e à reciclagem do produto, porém os estudos ainda não avançaram neste sentido. ''Estamos acompanhando o que é feito em nível mundial para tentar fazer o mesmo por aqui. Não há nada específico, mas é o mesmo com outros tipos de lixo recicláveis'', acredita.
Empresário do ramo, Beto Bonilha observa que ao comprar um capacete novo a pessoa encosta dentro de casa ou repassa para outra que acabou de comprar uma motocicleta. ''Por isso dificilmente você vê um capacete antigo sendo jogado fora'', opina.
Para Barros, o posicionamento mais apropriado seria devolver o produto ao fabricante, via loja onde foi comprado. ''Só assim a logística reversa vai funcionar. Se o consumidor jogar no lixão, além de desperdiçar matéria-prima a reciclagem não funciona'', argumenta. ''A cadeia só vai funcionar se os três atores estiverem ligados: fabricante, fornecedor e consumidor'', conclui. (R.O.)





