Destaque para o desempenho dos motores
A Silverado é um carro destinado ao trabalho. A versão top DLX é destinada àquelas pessoas que compram uma pick-up mais preocupadas com a imagem de robustez e com a possibilidade de se transportar o jet sky ou a moto no fim de semana. E mais, querem também um carro que não seja muito lerdo.
Isso a Silverado DLX não é. Pelo contrário, o modelo prima pelo bom desempenho, tanto na versão a gasolina como na turbo-diesel. Como era de se esperar, o motor a gasolina é o mais elástico e deixa o utilitário mais arisco, principalmente nas arrancadas e retomadas de velocidade. Com este motor, a DLX mantém uma confortável velocidade de cruzeiro em torno de 120 km e ultrapassa os 160 km/h.
O propulsor turbo-diesel não é tão flexível como o movido a gasolina. Mesmo assim, mostra elasticidade surpreendente em comparação a um propulsor diesel aspirado e até tem comportamento semelhante ao de um motor gasolina. Com o propulsor diesel, a pick-up fica inclusive mais veloz. Graças aos 30 cv de potência extras em relação à versão gasolina, a DLX diesel chega a 165 km/h.
Isso, porém, não chega a ser grande vantagem, já que esta pick-up não foi desenvolvida para andar nesta velocidade: a partir dos 140 km/h, a dianteira do modelo, seja diesel ou gasolina, começa a flutuar, principalmente em contato com os pisos irregulares, chamados de asfalto por aqui. Uma vantagem incontestável do diesel é mesmo o consumo. Ao final da avaliação, em trechos urbanos e rodoviários, a Silverado percorreu 8 quilômetros com um litro de diesel. A média com o motor a gasolina ficou nos 4,7 km/l.
Apesar das diferenças de desempenho, os dois propulsores combinam em um ponto: ambos trabalham em regime de baixas rotações. Para se ter uma idéia, quando a Silverado está a 120 km/h, o ponteiro do tacômetro da versão gasolina está nos 2.700 rpm, enquanto no carro a diesel, o conta-giros acusa 2.500 giros. Esta característica, porém, não é suficiente para evitar um problema que persegue todo o veículo movido a diesel: o barulho.
Quem optar pelo modelo a gasolina escapa do barulho, mas não dos pulos. Ainda não foi dessa vez que chegou ao mercado uma pick-up grande que não sacoleje na buraqueira das ruas e estradas brasileiras, principalmente com a caçamba vazia. Por outro lado, nas duas versões o motorista encontra um carro bom de curva, que transmite segurança nos traçados sinuosos.





