O Toyota Corona é um típico sedã médio-grande de luxo japonês: visual sóbrio com interior espaçoso e confortável. O seu comportamento dinâmico, entretanto, foge um pouco ao que normalmente se vê em um modelo desta estirpe. Debaixo da pele de um pacato três volumes familiar, surge um carro nervoso e, acima de tudo, com estabilidade para enfrentar este nervosismo.
A marca japonesa desenvolveu um motor de 2.0 litros e 16 válvulas muito bem equilibrado. A potência de 126 cv deste propulsor é uma das menores da categoria, enquanto o torque de 18,2 kgfm equivale ao de outros sedãs. Mas o Corona surpreende pelo fôlego, tanto em baixas como em altas rotações.
Isso é plenamente explicável pela curva de torque que o carro apresenta. A 1 mil giros, ele já disponibiliza mais de 75% do torque total. A 2.300 rpm, já alcança mais de 95% dos 18,2 kgfm. Depois vem uma sutil barriga, até que aos 4 mil, detona o total de sua capacidade de força.
Por isso, apesar de ser multiválvulas, este propulsor nem lembra aquela ausência de disposição em baixas rotações, típica dos motores com cabeçote multiválvulas, como, no caso de 2.0, Vectra CD, Tempra 16 V ou mesmo Gol GTI 16V.
Com esta fantástica elasticidade, a desenvoltura do Corona é satisfatória em todas as situações. Isso é ainda mais notável pela boa agilidade no trânsito urbano.
O carro japonês se comporta bem em qualquer regime de giro. Mas ao detonar, na faixa das 4 mil rpm, todo seu fôlego, consegue surpreender novamente. Chega, folgado, a 210 km/h. O bom desempenho se reflete em retomadas de velocidade vigorosas, que tornam as viagens mais confortáveis, já que as trocas de marchas se fazem menos necessárias. A 80 km/h, por exemplo, o motor, quando exigido, responde prontamente mesmo em quinta marcha. Sem reclamar.
Melhor ainda é que ele não chega a pesar muito no bolso. Pelo menos não na hora de reabastecer: o modelo testado em trechos urbanos e rodoviários obteve a boa média de 10,2 km/l.

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