Venenoso. Assim pode-se descrever o desempenho da nova linha AVR da Audi. No teste de lançamento da série especial no Autódromo Internacional Ayrton Senna, em Londrina, a Folha Carro & Cia pode acelerar fundo e sentir como anda os novos carros.
Antes de fazer funcionar o A3 AVR, não se imagina o que ele tem embaixo do capô. Os bancos de couro, o painel moderno e funcional e a completa ausência de barulho, faz o motorista se sentir em um carro de luxo. E não é a toa.
Ao girar a chave, o ronco do motor começa a dizer que o carro está pronto. No mínimo toque no pedal do acelerador, o motorista já sente o que lhe espera. Cinto preso, espelhos regulados. É hora de sair.
A arrancada em primeira marcha leva o carro rapidamente aos 60 km/h. O turbo funciona mais cedo, em baixas rotações, graças ao aumento de pressão dado ao novo turbo. Na troca para a segunda marcha, o engate preciso do câmbio passa segurança sem perder o desempenho.
Já na terceira o carro começa a deslanchar na reta e mostra o quanto ainda tem para avançar. Os 192 cv de potência aparecem quase no final da reta, ao atingir os 180 km/h. Se não fosse os cones instalados para a segurança dos jornalistas, o A3 AVR iria ainda mais.
Na hora de frear, o carro começa a grudar no chão. O maior diâmetro do disco e o sistema ABS de quinta geração, garante a freada segura. A suspensão é colocada em prova ao desviar dos cones. Precisa e firme, impede que a carroceria se incline demais. Nas curvas, a aderência do carro é completa. Já a direção hidráulica, um tanto leve, chega a enganar o motorista que vem com mais força.
Ao final do percurso, percebe-se que o A3 AVR é mesmo um carro de luxo, porém com muito ‘‘veneno’’.

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