Desatenção que fez o motor do carro fundir
A estudante Juliana Furlan, 21 anos, é um exemplo clássico de quem também não está muito aí para os cuidados que se precisa ter com o carro, mesmo quando o veículo dá sinais de algo algo não está certo.
A falta de revisão o carro tem 46 mil quilômetros e passou apenas uma vez pela oficina rendeu um grande prejuízo para Juliana. Na última semana o carro começou a soltar bastante fumaça pelo capô. Depois de uns três dias, ela parou no posto para ver se havia algum problema. O frentista colocou óleo e a liberou. Algumas horas depois, e ainda com muita fumaça, o carro parou de funcionar, deixando-a na rua. A explicação para a falha repentina é que o motor havia fundido por falta de óleo. No dia que eu parei no posto e coloquei óleo, já era tarde demais, porque o motor já estava trincado, explica, contando que gastou R$ 2,5 mil para consertar o carro.
Juliana conta que já bateu o Palio 98 umas seis ou sete vezes, nunca em grandes proporções, mas sempre porque estava distraída e não viu o carro da frente frear ou porque, como aconteceu uma vez, estava brincando com outro motorista, quase um pega, e, como se perdeu, passou reto na calçada. Dessa vez, o estrago foi maior, porque o eixo do carro quebrou e precisou ser guinchado. Bati em um bloco de cimento que tinha em cima da calçada, explica.
Ela tem o costume de parar em qualquer lugar e volta e meia deixa um pedaço da roda no meio fio. Acontece de eu pegar a roda, mas daí, paciência né. O pior é quando vou estacionar e na hora da manobra dou uma batidinha no carro de trás ou no da frente, conta.
Juliana já ficou duas vezes na rua sem gasolina. Na primeira vez, ela ligou para a mãe e na segunda, se virou sozinha. Pegou um táxi e foi até um posto buscar combustível. Não ia ligar de novo para a minha mãe, justifica, dizendo que mesmo assim, não perdeu o hábito de andar com o carro sempre na reserva.
Água é uma coisa que o Palio de Juliana não conhece muito bem. Ele fica cinco, seis meses sem tomar um banho. Como ela mesmo diz, além de sujo, o carro fica com cheiro de cachorro e com as marcas das lambidas no vidro. Saio com a minha cachorra e ela lambe o vidro do passageiro. Então, ficam os sinais de que ela andou ali, explica, contando que os frisos que ficam por fora do carro não existem mais porque o outro cachorro gosta de comê-los. (F.O)





