Da redação
A paciência do motorista curitibano parece que tem ficado cada vez mais curta no trânsito. Se aventurar por um passeio pela cidade em horários de pico tem-se transformado num desafio à traquilidade de qualquer um. Na verdade, não é a paciência que tem ficado mais curta, são a filas e congestionamentos que estão ficando cada vez mais longos.
Não se trata de um problema localizado. As principais cidades paranaenses também já estão sendo obrigadas a buscar por alternativas criativas para ‘‘desafogar’’ o fluxo de veículos. Não poderia ser para menos. Fora uma crise ou outra, nestes cinco anos de Plano Real aumentou expressivamente o mercado de automóveis em todo o País.
Segundo dados do Departamento de Trânsito do Paraná (Detran-PR), em 1998, 61,5 mil veículos novos passaram a circular por Curitiba. Foram cerca de 144 mil em todo o estado. Os novos vieram somar-se a uma frota de aproximadamente 700 mil veículos que circulam em Curitiba e 2,3 milhões no Paraná.
Harmonia
Enquanto carros novos se encarregam de avolumar a frota, anualmente também saem de circulação inúmeros veículos (o Detran não possui estatísticas), sucateados por acidentes e deterioração. Neste último caso, não se trata especificamente da ‘‘idade’’, mas do estado de conservação em que se encontra o automóvel. ‘‘Não podemos impedir que ninguém deixe de trafegar nas ruas porque seu carro foi fabricado há muito tempo, se ele respeitar as exigências mínimas de segurança’’, afirma Major Pereira, do Batalhão de Trânsito do Paraná (BPTran).
‘‘Da mesma forma, não podemos deixar trafegando veículos novos que não estejam dentro das especificações’’, garante. Segundo o major, de acordo com o Código de Trânsito Brasileiro, o Detran é o órgão responsável pela inspeção veicular que deverá ser regulamentada pelo Contran (Conselho de Trânsito). ‘‘O Conselho deverá estabelecer de que forma será feita a inspeção nos carros com ’idade mais avançada’, por enquanto nos encarregamos de fiscalizar os veículos em trânsito’’, afirma.
Fiscalização
Não é raro encontrar veículos em estado deplorável transitando por vias urbanas e estradas de todo o estado, atrapalhando o fluxo de veículos, emitindo poluentes acima dos níveis estabelecidos pelo código e colocando em risco a vida do motorista e passageiros.
Em Curitiba, o batalhão vem realizando bloqueios fixos (‘‘as famosas blitz’’), de segunda a quinta-feira. Segundo Pereira, diariamente o batalhão tem conseguido inspecionar uma média de 200 veículos, dos quais cerca de 60 são notificados por má conservação ou falta de equipamento obrigatório (veja quadro), com uma média diária de 40 veículos removidos para o pátio do Detran. ‘‘O número de veículos notificados por má conservação atinge uma média de 10% das notificações diárias, sendo a maioria das punições aplicadas por falta de equipamento obrigatório’’, garante Pereira.Só no ano passado foram liberados para as ruas da capital paranaense mais de 61 mil veículos, o que exige planejamento e cuidados
Os carros mais velhos geralmente causam transtornos e insegurança no trânsito e deixam as autoridades em constante vigília

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