Depois dos carros, vem aí as motos 'populares'
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domingo, 01 de janeiro de 2006
Agência Estado 
O próximo ano promete ser de disputa acirrada no segmento de motocicletas. De olho no filão de mercado, três fabricantes chinesas - Haobon, Moto Traxx e Cross Lander, esta última em parceria com a empresa ChongQing - vão dar início em suas operações em Manaus. As três têm projetos aprovados pela Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) e prometem iniciar a montagem de produtos populares.
Num mercado que cresce há praticamente 13 anos consecutivos - com um escorregão de 4% em 1999 -, as vendas de motos devem ultrapassar pela primeira vez a marca de 1 milhão de unidades. A indústria de duas rodas também vai bater recorde de produção, com cerca de 1,2 milhão de unidades, e de exportação, com 200 mil.
A Honda detém 82% do mercado doméstico, participação 2,5 pontos porcentuais abaixo da registrada em 2004. Perdeu mercado para as concorrentes Yamaha, Companhia Brasileira de Bicicletas (CBB) e Harley-Davidson, do grupo de fabricantes de menor porte que divide os 18% restantes do mercado.
Em 2006, a fatia da Honda deverá ser abalada. Mas, a ameaça ainda não assusta a direção da Honda. ''Nos últimos dois anos ampliamos a capacidade da fábrica, renovamos a linha de produtos e a rede de distribuição e, com isso, esperamos manter nossa participação no mercado na casa dos 80%'', diz o diretor de Vendas da marca, Marcos Zaven Fermanian.
A empresa ainda estuda o lançamento de uma moto mais popular que as atuais, produto esperado pelos concessionários desde o início deste ano. O modelo mais barato, o C100 Biz, custa R$ 4,4 mil. A CBB, que produz motos da marca Sundown, anunciou em outubro, mas ainda não colocou à venda, uma moto que seria a mais barata do mercado, a Hunter 90, por R$ 2.990. Mesmo sem o produto nas lojas, a marca acumula aumento de 60% nas vendas em relação a 2004.


