Deficientes físicos buscam espaço no trânsito
Pessoas que têm limitações de movimento por deficiência em membros inferiores ou superiores não precisam ficar confinadas em casa ou depender totalmente de outros para executar o direito de ir e vir. Uma leva cada vez maior de portadores de defiência vem mostrando isso assumindo um lugar no trânsito, no comando de veículos especialmente adpatados.
O segmento não conta com números oficiais, mas quem trabalha em empresas de adaptação de carros não exita em afirmar que nos últimos anos aumentou sensivelmente o número de pessoas que estão fazendo adaptações no seus carros para fazerem do trânsito também parte da vida.
Uma das explicações seria o maior rigor do Código de Trânsito Brasileiro, que, em vigor desde 98, incentivou as pessoas a buscarem as adaptações e acabarem com os improvisos sob pena de multa. Antes tinham algumas soluções caseiras, como o uso de cabo de vassoura, pé de cadeira ou até mesmo a muleta para acionar a embreagem, explica Tânia Nemeth, gerente da H.N Adaptações.
Em Curitiba existem poucas oficinas indicadas pelo Detran que transformam um carro mecânico em adaptado. Quem preferir um carro pronto, que venha da fábrica com as adaptações necessárias vai precisar recorrer à Fiat, única montadora que disponibiliza uma linha especial Autonomy para pessoas que têm algum problema físico.
As outras marcas costumam vender aos deficientes físicos carros automáticos, que podem ser soluções para alguns.
Henrique Nemeth, da H.N Adaptações, acredita que um dos benefícios em adaptar o carro é que o equipamento é transferível. Quando a pessoa resolver trocar de carro, ela pode transferir o equipamento.
As opções de adaptações, que chegam a R$ 2 mil, são grandes. Pode-se escolher acelerador e freio manual, acelerador eletrônico, embreagem de gatilho, computadorizada, standard, empunhadura para volante etc.
Um dos proprietários da Mecânica Beto, Sandro Cruppeizaki, ressalta que o equipamento não prejudica o veículo, permitindo que qualquer pessoa possa dirigir. É só desligar o painel de controle da embreagem, que ele se transforma em um carro normal.
Quem determina que tipo de carro o deficiente físico pode dirigir é o Exame Especial do Detran, realizado em pessoas que têm deficiência de membros inferiores ou superiores.
Esse exame é o único diferente que o deficiente físico vai precisar fazer para tirar a carteira de habilitação. Esse teste adicional custa R$ 50,55 e será a única taxa a mais que o candidato a condutor vai ter que pagar.
São realizados em média 50 Exames Especiais por mês no Detran e a maioria dos candidatos é aprovada. O exame só é feito em Curitiba.
Com o exame especial concluído, a junta médica responsável emite no mesmo dia um laudo que determina que tipo de carro adaptado o deficiente pode dirigir. Depois disso, é só partir para o teste prático que deve ser feito no carro com as adaptações determinadas no laudo médico.
Existem alguns benefícios fiscais que podem facilitar um pouco a compra do carro para deficientes físicos. No entanto, muitos deficientes reclamam da burocracia e da dificuldade que encontram para conseguir alguma informação.





