De olho nas lanternas e faróis
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sábado, 03 de março de 2012
Vinícius Fonseca <br> <br> Reportagem Local 
O Código de Trânsito Brasileiro (CTB), no inciso 22 do artigo 203, classifica como infração média, conduzir o veículo com sistema de iluminação ou sinalização e lâmpadas queimadas. O motorista que não cumprir a lei perde quatro pontos na carteira e recebe uma multa de R$ 85,13.
Mas, o que fazer para não ter problemas com as luzes do automóvel? Eduardo Tominaga, proprietário da Lumarsom, loja especializada em acessórios automotivos, afirma que as lâmpadas não têm um tempo mínimo ou máximo de durabilidade. Isso pode variar de acordo com sua qualidade e até o terreno por onde o carro anda. ''Nunca se sabe quando uma das luzes vai falhar, por isso o ideal é uma revisão nesses equipamentos a cada três meses, no caso de automóveis com mais de um ano de uso'', alerta.
Segundo Tominaga, em geral, as lâmpadas de um veículo compreendem meia luz dianteira e traseira, faróis baixo e alto, e na traseira as lâmpadas de freio, luz de ré e as setas. ''Quando uma lâmpada queima, o ideal é trocar o par, já que a durabilidade também tem a ver com a trepidação ao que o automóvel é submetido. Se uma queimou, a outra deve queimar em breve'', alerta.
Os preços dos pares são bem variáveis, diz Tominaga, por isso fica difícil determinar quanto o motorista gastará caso precise fazer a troca de algum par.
Trabalhando há algum tempo com acessórios automotivos, ele diz que o uso da tecnologia LED (Light Emitting Diode) promete revolucionar o mercado em um futuro próximo. ''Ainda é algo que tem muito a evoluir, principalmente no setor automotivo, mas hoje já apresenta melhorias significativas para o automóvel e o motorista'', opina.
De acordo com Tominaga, o LED oferece maior durabilidade, economia de energia - leva o carro a consumir menos bateria -, mais segurança ao motorista e também aos pedestres, que podem ver o veículo a uma distância maior do que os automóveis que utilizam luzes incandescentes.
Atualmente essa tecnologia pode ser usada em quase todas as luzes dos veículos, exceto no farol. Para fazer a troca de todo o sistema, o custo pode variar entre R$ 160 a R$ 220. ''Por enquanto, essa iluminação noturna do farol ainda precisa ser trabalhada a longo prazo, mas as lanternas e a meia luz já são uma realidade'', informa o comerciante.
Tominaga explica que outra vantagem do LED é o fato de ser direcional, se concentrando em um foco, diferentemente da luz comum, que ao ser acionada ''espalha a iluminação''.
Para finalizar, Tominaga esclarece que embora o LED seja um pouco mais caro do que as lâmpadas convencionais, isso deve mudar também. ''Hoje esta tecnologia tem entrado cada vez mais nas linhas de produção de veículos. Isso deve deixá-lo mais barato'', vislumbra.


