De olho na revisão da motocicleta
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sábado, 24 de setembro de 2011
Vinícius Fonseca <br> Reportagem Local 
A venda de motocicletas, para trabalho ou passeio, tem crescido ano após ano no Brasil, puxada por fatores como maior mobilidade no trânsito, economia de combustível e sensação de liberdade. Para andar com segurança, porém, algumas medidas devem ser tomadas antes mesmo de sair de casa. Mecânico especializado em motocicletas há 18 anos, Claudio Benedito Conceição diz que é importante verificar o nível de óleo, a tensão de corrente, os freios e a sinalização.
''Estes são os cuidados básicos, lembrando que todo motociclista precisa andar com o farol ligado independentemente do horário'', orienta ele, que trabalha na PB Moto, revenda autorizada Yamaha em Londrina.
Outra dica dada pelo profissional é fazer a manutenção com regularidade. A primeira revisão de uma moto deve ocorrer com 1 mil quilômetros e a segunda entre 2,7 mil e 3,3 mil quilômetros. ''A manutenção por quilometragem pode variar de acordo com o modelo da moto, e o valor desse trabalho também'', explica. Uma revisão básica - que inclui verificar o nível de óleo, estado da parte elétrica, como farol e seta, e o estado dos freios - pode custar de R$ 45 a R$ 180. ''Na hora das revisões é importante buscar auxílio de uma revenda autorizada e não recorrer a qualquer lugar para mais tarde acabar pagando mais caro'', defende.
Na hora de cuidar da moto, outra peça que exige atenção é a bomba de combustível. Deixar o tanque sempre na reserva ou abastecer com gasolina de qualidade inferior representam risco à peça que, embora projetada para durar 100 mil quilômetros, acaba tendo sua vida útil reduzida. ''Estes são os problemas mais costumeiros. Um dos pontos críticos, porém, é a qualidade do combustível, já que aqui no Brasil nem sempre se importam com a questão da bandeira do posto'', observa Marcos Ricardo Pauletti, especialista em elétrica embarcada e professor de mecânica de motos.
A preocupação com a bomba de combustível, segundo o professor, vale tanto para as motocicletas quanto para os automóveis. E se o veículo apresentar dificuldades na hora de dar a partida ou no redimento, a orientação é procurar um profissional especializado. ''Todo veículo tem uma bomba de combustível que requer os mesmos cuidados. O que varia é o filtro de combustível, porque há motos que têm este item e outras que não. O ideal é sempre fazer uma limpeza no filtro externo durante a revisão'', aponta Pauletti.
Outro ponto fundamental levado em consideração pelo profissional refere-se ao respeito com a quilometragem estipulada pelo fabricante de cada veículo. ''Se a revisão é indicada a 5 ou a 10 mil quilômetros, o fundamental é que se siga a orientação do fabricante'', afirma o especialista.


