DAF oferece nova opção de caminhão extrapesado
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sábado, 14 de setembro de 2013
Nelson Bortolin<br> Reportagem Local 
Americana - A DAF começa a produzir em meados de outubro, em Ponta Grossa, os primeiros caminhões XF 105, versões 6x2 e 6x4, para competir diretamente com os extrapesados Volvo, Scania e Mercedes-Benz. Na última terça-feira, a marca apresentou os veículos na pista de teste da Goodyear, em Americana (SP).
Uma das líderes na Europa, a DAF pertence ao grupo norte-americana Paccar. Os motores dos XF 105 são os Paccar MX, de 12,9 litros. Apesar do início da produção, a fábrica paranaense, única da DAF fora da Europa, não está pronta e ainda não há data definida para sua inauguração. A empresa também vai produzir caminhões pesados e médios, mas não no primeiro ano de funcionamento.
Na versão 6x2, os veículos podem ter peso bruto total combinado (incluindo carretas) de até 60 toneladas. Já na 6x4, a capacidade é para 80 toneladas, seis a mais que o limite permitido pela legislação brasileira, de 74 toneladas para os rodotrens.
Na entrevista de apresentação, a DAF ressaltou o motor, fabricado na Holanda, como um grande diferencial. Segundo dados da empresa, os seis cilindros em linha permitem potência de 410 cavalos até 460 cavalos, e altos torques, que vão de 2.000 Nm a 2.300 Nm, sendo o torque máximo disponível entre 1.050 rpm e 1.510 rpm.
Em relação à transmissão, o cliente pode optar pelo câmbio automático manual de 16 marchas ou pela transmissão automatizada AS-Tronic da XF com 12 ou 16 marchas. As cabines, fabricadas pela Usiminas em Pouso Alegre (MG), podem ser Confort ou Space. Ambas são espaçosas e com camas largas.
Até o fim deste ano, a DAF promete abrir 19 concessionárias no País com previsão de aumentar este número para 40 em 2014. A empresa também afirma que os clientes contarão com o DAF Assistance serviço especializado de suporte técnico 24 horas.
Segundo o diretor de Operações, Luiz de Luca, os XF 105 não terão preços especiais para ingressarem no mercado. "São preços compatíveis com a categoria premium", declarou. Para atrair os compradores, a marca deverá estender garantia e incluir serviços de manutencão, entre outros benefícios.
Felix Hendriks, diretor de Desenvolvimento de Produto da DAF, explicou que, para ser introduzido no Brasil, o XF 105 passou por adaptações na cabine e no chassi. "Isso porque temos que atender necessidades legais, as especificidades das aplicações brasileiras e o conteúdo local para financiamento pelo BNDES", afirmou. São 40 fornecedores instalados no País.
Para poder ser 100% financiado pelo Finame, o veículo tem de ter mais de 60% de nacionalização. "Estamos com cerca de 60%. Às vezes, em virtude da oscilação do câmbio, caímos para 59%", contou Luiz de Luca. De 55% a 60% de nacionalização, o financiamento pelo BNDES é de 90%.
n O repórter viajou a convite da DAF.


