Da manivela ao simples toque de um botão
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sábado, 15 de setembro de 2012
Vinícius Fonseca <br> Reportagem Local 
A constante evolução tecnológica sempre beneficiou de forma direta a indústria automobilística e um artigo em específico tem sofrido alterações significativas ao longo dos últimos anos: a chave.
O técnico eletricista automotivo da Ford Tropical de Londrina Wagner Pereira lembra que, no início, os automóveis eram ligados através da manivela. Em seguida, se desenvolveu um sistema onde bastava apertar um botão de partida. ''Esse sistema do botão não tinha segredo nenhum e por uma medida de segurança se chegou a conclusão que era preciso desenvolver um outro método, por isso surgiu a chave de ignição'', explica.
Inicialmente ela sofria apenas o corte mecânico para que cada peça fabricada se diferenciasse de outra. ''Se uma chave fosse esquecida dentro de um veículo e alguém tivesse um carro da mesma marca, esse automóvel poderia ser aberto, apenas não seria possível dar partida'', lembra.
De acordo com o técnico, nas últimas duas décadas, as chaves sofreram novas alterações e passaram a não ser essenciais apenas para abrir ou dar partida no carro, mas também para subir e descer os vidros elétricos, ativar o alarme e levantar o capô. ''Hoje as chaves possuem um chip interno e outro no cilindro de partida e quando a chave é plugada, o sistema libera a função partida. Antigamente, se fosse preciso trocar uma chave, todo o jogo de cilindros (ignição e portas) do automóvel também tinha que ser trocado, hoje isso não é mais necessário'', afirma.
A modernização do equipamento, que tem se tornado cada vez mais compacto, promete não parar. Como exemplo, Pereira cita os automóveis Ford Edge e o novo Ford Focus que não precisam que a chave seja conectada ao cilindro de ignição. ''Basta ter a chave dentro do carro. Se ele estiver para o lado de fora do automóvel e passar próximo ao veículo a chave destranca o carro'', diz.
Caso perca o equipamento, Pereira orienta o proprietário a procurar uma concessionária para que a chave antiga seja desativada e substituída por uma nova, para impedir o furto do automóvel.
A evolução da peça, que antes servia apenas para ligar o carro, não se restringe àa Ford. Praticamente todas as montadoras têm trazido novidades ao mercado.
Chefe de oficina da Chevrolet Metronorte, Vagner Vitorino cita como exemplo o Cruze, que possui uma chave em modelo retrátil - tipo canivete - com sistema criptográfico. ''Esse sistema é mais seguro. Hoje ela é na vertical e o formato é um caminho o que evita a chave micha'', aponta.
Assim como no Edge e no Focus, o Cruze na versão LTZ não precisa que sua chave esteja conectada ao cilindro, seja da porta ou o de partida, para ativar ambos os comandos.
Já nas versões mais simples, embora precise do contato com a ignição, toda vez que isso ocorre é alterado um número no código interno existente na chave. Embora pareça pequena, essa mudança, conforme Vitorino, assegura que o automóvel não seja furtado com facilidade. ''Essa alteração é mais uma função que dificulta o uso de uma chave micha'', esclarece.
Com sistema parecido, o Renault Fluence se utiliza de uma chave cartão para executar suas funções. Isso se estende as duas versões do automóvel.
Experiente em mecânica automotiva, Vitorino alega que o setor é um dos que mais evolui tecnologicamente e essas mudanças têm exigido cada vez mais o aperfeiçoamento dos profissionais. Questionado sobre o futuro da chave, ele é enfático. ''Difícil saber o que vai acontecer, mas é certo que evoluirá ainda mais, principalmente no quesito segurança'', garante. ''Já fomos do tempo onde se precisava apenas apertar um botão. Hoje voltamos a esse botão, mas de uma maneira muito mais segura'', completa.


