Curitiba - O curitibano Carlos Alberto Gobbo, de 42 anos, explicou que a grande participação de caminhoneiros do Paraná na competição (dos 30 finalistas, 18 eram do Estado) reflete a identificação que os paranaenses têm com o caminhão. ''Eu tenho caminhão há 22 anos. Parei de trabalhar como caminhoneiro por cinco anos. Me formei em Design em Moda e abri uma confecção. Mas não teve jeito. O sangue de caminhoneiro falou mais alto'', disse Gobbo.
Ele trabalha atualmente no transporte de madeira reflorestada, entre Adrianópolis e Fazenda Rio Grande. Com os ganhos, sustenta a mulher e as duas filhas. Ele elogia o companheirismo na profissão, mas faz ressalvas. ''Acho que os caminhoneiros são unidos na hora de ajudar um ao outro, quando um caminhão quebra na estrada, por exemplo, mas nem tanto para defender a categoria.''
O paranaense é mais incisivo: ''Os taxistas têm desconto para comprar veículo. Eles merecem isso. Mas a gente, que transporta 90% do PIB do Brasil, não tem o mesmo benefício. E os caminhoneiros não se unem para tentar mudar isso e resolver outros problemas da profissão, como excesso de carga transportada, estradas deterioradas, fretes baixos, falta de dinheiro dos autônomos para renovar a frota.''

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