Quase todos os motoristas já foram surpreendidos por uma pergunta comum feita pelos frentistas dos postos de combustível: "Vamos trocar as palhetas?". O item é fundamental em um veículo, pois sem as palhetas fica impossível dirigir em dias de chuva.
O tempo quente costuma ressecar a borracha, que acaba cedendo quando o equipamento entra em uso. Mas quando será que é a hora exata de trocar o equipamento?
Os fabricantes recomendam que a troca seja feita, ao menos, uma vez por ano, porém o tempo correto pode variar. "Uma revisão a cada seis meses é indicada, para conferir se a borracha ainda está macia", sugere o gerente de pós-venda da Ford Center, de Curitiba, Luis Roberto dos Santos.
Antes disso, o proprietário pode prestar atenção nos sinais de desgaste do acessório. Os mais comuns são o vidro cheio de riscos e o excesso de barulho, que significa a necessidade de troca da peça.
Ao verificar a borracha, são encontradas rachaduras e o empenamento da lâmina, que pode rasgar e se soltar do conjunto. "É quando a limpeza do vidro não fica satisfatória, formando-se névoas, faixas e riscos, além de ruído e trepidação", explica Ronaldo Lemos, da Continental Serviços.
Além de prejudicar a limpeza adequada do vidro, o desgaste pode fazer com que o sistema do braço do motor elétrico, responsável pelo movimento de vai e vem do limpador, tenha um esforço maior, gerando uma sobrecarga que pode até causar a paralisação do equipamento.
Um dos cuidados para ampliar a vida útil do equipamento está na hora da limpeza do veículo. É ideal utilizar produtos neutros. Evite aplicar álcool, querosene ou outros líquidos que não são específicos para carros e acabam ressecando a borracha. Atenção também ao reservatório de água.
"Há produtos químicos que não são recomendados para esse uso, e deve-se manter o reservatório cheio, já que a água mantida ali ajuda bastante na limpeza dos vidros, inclusive nos dias de chuva", explica Lemos, lembrando que é preciso conferir também a posição do esguicho. "A regulagem é ideal para verificar se está muito para baixo, que não ajuda na limpeza, e se está muito para cima, quando praticamente não bate no vidro", orienta.
Também é fundamental não esquecer do reservatório e da palheta do limpador do vidro traseiro, caso o veículo possua o acessório. "Como o equipamento é menos utilizado, às vezes é esquecido. Mas a revisão precisa incluir a peça traseira cuja borracha pode até se desgastar mais rapidamente por ter um uso menos frequente", aconselha Lemos.
Os preços variam de R$ 55 a R$ 200 o par de palhetas, dependendo do modelo do veículo. Há também no mercado palhetas de gel ou silicone, que prometem limpar com maior precisão o para-brisa. Geralmente são encontradas nos postos de combustível e têm preços a partir de R$ 30.

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