O período de chuvas que caracteriza o verão está se aproximando. Nesta estação do ano, os motoristas precisam enfrentar com frequência as pistas molhadas, o que representa uma preocupação a mais para quem dirige. O problema não é apenas a quantidade de chuva, pois fatores como a alta umidade do ar e o fato de o sol nem sempre estar presente também contribuem para as pistas não secarem rapidamente.
Dirigir sob a chuva, entretanto, não é um grande problema se algumas poucas regras forem obedecidas: reduzir a velocidade, manter uma distância de segurança em relação ao veículo da frente e, acima de tudo, estar seguro de que os pneus não estejam ''carecas''. De outra maneira, o motorista pode terminar, literalmente, esquiando na água.
Trata-se de um fenômeno conhecido como aquaplanagem, quando os pneus começam a deslizar pela pista em uma lâmina de água, que destrói o contato entre o pneu e a estrada. Neste cenário, o condutor tem sérios problemas para dirigir, frear ou acelerar o veículo. Isto ocorre geralmente nas estradas, onde se pode desenvolver uma velocidade maior, e é agravado pela trilha deixada por caminhões e ônibus.
De acordo com um estudo elaborado pela revista Auto Motor e Sport, uma das mais importantes publicações especializadas da Europa, quanto mais desgaste apresentar o pneu, mais propenso à aquaplanagem ele estará.
Em piso molhado, a distância percorrida do momento em que o motorista pisa no freio até a parada completa do veículo varia proporcionalmente ao residual da banda de rodagem. O teste demonstrou que nestas condições de pista, a 120 km/h, um pneu usado, com um sulco de 2,5 milímetros apenas, necessita de uma distância 50% maior do que um pneu novo, com profundidade de sulco de 8 milímetros.
''Especialistas da Continental detectaram que, em uma estrada molhada, o veículo com pneus usados e sulcos com profundidade de 1,6 milímetros necessita, para parar completamente, do dobro da distância de um veículo com pneus novos'', explica Gilberto Viviani, gerente de produtos e serviços a clientes da Divisão de Pneus Continental no Brasil. ''Além disso, quando do início da chuva, o piso se torna ainda mais perigoso em razão do intenso acúmulo de sujeira e de óleo no asfalto.''
A Associação de Automóveis de Alemanha recomenda que os pneus sejam substituídos quando eles apresentam profundidade nos sulcos inferior a quatro milímetros. No Brasil, a resolução nº 558/80 em seu artigo 4, proíbe a circulação de veículos com um pneu com profundidade nos sulcos inferior a 1,6 milímetros ou que tenha atingido seu indicador de desgaste máximo, ficando o condutor sujeito às punições de lei.

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