Cuidado com o transporte escolar
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sábado, 23 de fevereiro de 2002
Reportagem Local 
Fevereiro. Mês marcado pelo Carnaval, pelo fim de férias e principalmente pelo início do ano letivo. A volta dos estudantes às salas de aula traz também preocupação aos pais em relação ao material didático, à procura de vagas, às mensalidades e à escolha de um transporte escolar adequado e seguro ao aluno.
Para os interessados em contratar esse serviço, é importante lembrar que veículos e motoristas devem estar de acordo com a lei e autorizados pelo órgão público responsável pela fiscalização de trânsito. Os responsáveis pelo transporte de estudantes devem ter cursos específicos, oferecer seguro privado aos passageiros, manter uma monitora acompanhando crianças com idade inferior a 10 anos e ainda restringir o limite de ocupação.
Em Londrina, por exemplo, a associação que oferece 68 veículos aos interessados está ampliando a frota, que dentro da próxima semana deve ultrapassar 100 furgões e microônibus. Isso porque a Companhia Municipal de Trânsito e Urbanismo (CMTU), órgão que controla e autoriza a circulação de transportes escolares, deve confirmar o cadastro de mais 20 associados, aprovados por meio de licitação pública em dezembro. Segundo o presidente da CMTU, Wilson Sella, houve um atraso na emissão dos selos de autorização devido ao roubo de 20 computadores da sede, ocorrido durante o último Carnaval. Mas a fiscalização continua sendo rigorosa. Quem for pego transportando pessoas ilegalmente vai pagar multa de R$ 1,2 mil, terá o veículo retido e perderá pontos na carteira, alertou Sella.
Para os profissionais que atuam no ramo, o total de veículos disponibilizados será mais que suficiente. Nossa associação foi criada oficialmente em 1988 e conta hoje com 30 integrantes. A concorrência e a dificuldade financeira da população mantêm os valores abaixo dos cobrados em Curitiba, por exemplo, explicou a presidente da Associação de Transportes Escolares de Londrina (Apel), Marlene Petrachin, destacando que os preços em Londrina variam entre R$ 60,00 e R$ 80,00 (na capital, o serviço custa entre R$ 80,00 e R$ 120,00).
Com 60 anos de idade e 29 trabalhando no setor, Marlene lembra que os pais devem buscar informações e referências dos motoristas. A carteira de motorista tem que ser categoria D. O profissional obrigatoriamente deve passar por cursos de especialização em transporte escolar, explicou a presidente da Apel, lembrando que também é preciso estar atento ao selo de autorização do órgão fiscalizador.


