Cresce vendas da coreana Daelim
PUBLICAÇÃO
sábado, 29 de agosto de 1998
Da Redação 
A Honda e a Yamaha, duas grandes marcas de motocicletas, estão de olho no avanço de uma concorrente coreana: a Daelim. A marca, recém-chegada ao mercado, já causa preocupação por parte das líderes desse setor.
Um dos grandes jornais do País, a Gazeta Mercantil de São Paulo, publicou uma reportagem de Wagner Gomes com o seguinte título: A japonesa Honda, líder nas vendas de motocicletas no Brasil, começa a enfrentar problemas com o importador da coreana Daelim.
A estrela da Daelim é a moto Altino, de 100 cc, com ítens de conforto e segurança inexistentes na concorrência: partida elétrica, freios a disco, rodas de liga leve, carenagem completa e motor de três válvulas, a preços mais baixos que os da Honda CG Titan 125, sua competidora direta (R$ 2.990,00 contra R$ 3.100,00).
De março, quando chegou ao Brasil, até julho, a Daelim Altino vendeu quatro mil motos, tornando-se a segunda marca do país. O objetivo, segundo Hudson Armênio Lopes, presidente da Daelim Motor do Brasil, é vender dez mil motos até o fim do ano. Mensalmente, Lopes espera vender 2.500 motos. Apenas em uma concessionária, a 4M, de Mossoró, Rio Grande do Norte, são vendidas cerca de 250 unidades por mês. É isso, em primeiro lugar, que está incomodando a Honda, líder de mercado.
Há outro problema que incomoda a Honda: sua própria tecnologia. A Daelim utiliza tecnologia fornecida pela Honda, e a Honda não quer que este fato seja divulgado. Segundo a Gazeta Mercantil, a briga vai ser boa. Uma fonte da Honda, que não quis se identificar, declarou ao jornal que a questão será resolvida na Justiça. A líder argumenta que a tecnologia Honda utilizada nas motos coreanas é ultrapassada.
Não é verdade: a tecnologia que utilizamos é a mais atualizada, tanto que temos ítens ainda ausentes nas motos da concorrência. O fato é que nossas motos têm tecnologia e peças originais da Honda, como o filtro de óleo e lona de freio, diz Hudson Armênio Lopes. Mas sabiamos que haveria reação. Sempre há reação quando alguém começa a conquistar mercado.


