Cresce participação de novas marcas no mercado brasileiro
Agência Estado
A participação das marcas de carros que se instalaram recentemente no País ou que ainda estão construindo fábricas no mercado brasileiro aumentou mais de 50%. Os chamados newcomers têm hoje em torno de 8,5% das vendas de automóveis e comerciais leves no atacado. Há um ano a fatia dessas marcas somava 5,6%. Hoje, newcomers e marcas importadas sem fábricas no Brasil têm 12% do mercado.
Há até pouco tempo, as quatro maiores montadoras - Volkswagen, Fiat, General Motors e Ford - detinham 90% do mercado brasileiro. No acumulado deste ano as quatro veteranas somaram 88%. Entre os newcomers, a maior participação este ano ficou para a Mercedes-Benz, com 2,5% do mercado de automóveis e utilitários leves.
A empresa alemã conseguiu aumentar a sua fatia graças ao início da produção do seu compacto de luxo brasileiro, o Classe A, em Minas Gerais. O segundo lugar do ranking das novas marcas é da Renault (2,2%), que está produzindo no Paraná desde o final do ano passado. As japonesas Toyota e Honda - com fábricas no interior de São Paulo operando desde o ano passado - têm 1,3% cada uma.
O vice-presidente de vendas e marketing da Volkswagen, Miguel Barone, estima que a participação dos newcomers chegará a 10,5% até o final deste ano. Ele teme pela queda da demanda.
No varejo - venda do concessionário para o consumidor -, o crescimento dos newcomers se sustenta principalmente na queda da Ford. A venda de carros de passeio e comerciais leves no varejo no mês passado colocou Volkswagen e Fiat muito próximas, com 28,2% e 27,5%, respectivamente.
Em julho de 1998 a Volks tinha 28,9% e a Fiat, 24,1%. A General Motors ampliou mercado, passando de 22,2% para 24,6%. Mas a Ford caiu de 14,2% para 8,8%.





