Cresce participação de importados no mercado nacional
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sábado, 26 de março de 2011
Mie Francine Chiba <br> Reportagem Local 
A venda de automóveis importados está extremamente aquecida e as projeções para este ano são ainda maiores. Segundo a Associação Brasileira das Empresas Importadoras de Veículos Automotivos (Abeiva), só em janeiro e fevereiro deste ano, o número de veículos importados novos cresceu 24,2%. No segundo mês foram vendidas 11.893 unidades contra 9.572 unidades em janeiro, fazendo a participação dos importados no mercado total brasileiro subir de 4,16% para 4,59%.
Já o mês de fevereiro de 2011 em relação ao mesmo mês do ano passado representou crescimento de mais de 122,7%. Em 2010, a participação do segmento no mercado total era de 2,53%. Esse resultado foi quase o dobro da média do mercado brasileiro de automóveis, que foi de 12,6%. No acumulado do bimestre, as associadas da Abeiva tiveram crescimento de mais de 100%, sendo que no mesmo período, a média do mercado brasileiro foi de 18,4%.
No total deste ano, a projeção da Abeiva é atingir os 165 mil carros vendidos, um aumento de quase 60% em relação a 2010, quando foram vendidos 105.858 veículos importados durante o ano.
Para Philip Derderian, diretor financeiro da Abeiva, o grande crescimento nesse primeiro bimestre do ano é reflexo do encerramento dos prazos de entrega dos automóveis novos. Além disso, com o Salão do Automóvel realizado em novembro do ano passado, as importadoras apresentaram sua nova linha de produtos, gerando demanda.
''O crescimento se deu com a oferta de produtos mais adequados ao mercado brasileiro.'' Ele cita, por exemplo, uma importadora que apresentou a versão flex de modelo de grande procura da marca.
A projeção otimista de 2011 tem relação justamente com a entrada destes novos produtos no mercado e de novas importadoras no País. Conforme diz Derderian, o Brasil atualmente é a ''menina dos olhos'' das fabricantes de automóveis. ''Um terço dos associados da Abeiva são chineses, que representam 23% do volume de vendas. No ano passado, representaram 16%. Há crescimento pela entrada de novas importadoras no País que têm interesse, inclusive, a médio e longo prazo, de ter produção local''.
No Brasil, o mercado de importados passou a ser mais atrativo, entre várias razões, pelo fato de já oferecer carros menores, com motores abaixo de dois litros e garantia de cinco ou seis anos, permitindo que a classe C passe a ter acesso. ''Esse público está ascendendo na demografia social e tem acesso a financiamento. É muito comum ver na rede de concessionárias a pessoa chegar com uma moto e colocar na entrada para trocar por carro.''
Outro motivo é o fato de as montadoras locais ainda não terem oferta abundante de produtos de alta cilindrada e alto valor agregado, opina o diretor financeiro da Abeiva.


