DivulgaçãoO marketing da Suzuki Katana é agressivo contra a concorrente Honda CG 125 Titan Durante 21 anos, o mercado brasileiro de motocicletas foi dominado por uma única moto: a Honda 125 cc, batizada inicialmente de CG, hoje CG Titan. Ela mantém a liderança do segmento até 135 cc desde o lançamento, em 1976. Nos últimos 12 meses, porém, o panorama vem sofrendo uma alteração lenta e, aparentemente, inexorável. A CG detinha no ano passado 63,7%. Hoje está na casa dos 58,6% do mercado.
A Honda, no entanto, não está nem um pouco preocupada. E tem dois bons motivos para isso. O primeiro é que a queda de 5% na participação nos primeiros sete meses de 97 foi relativa. Os números mostram que a CG ampliou as vendas em 29,5%, em confronto com o mesmo período do ano passado. O outro motivo é que o herdeiro da participação perdida foi a própria Honda. A C 100 Dream pulou de 6,7% para 8,4%. No geral, a Honda passou de 88,9% para 89,7%.
Por outro lado, a perda da fidelidade do consumidor da CG sinaliza que novas mudanças estão vindo por aí. E apesar de a média do ano ainda não acusar, já há sinais palpáveis nos últimos meses, com as vendas das marcas Brandy, Suzuki, Hyosung e Yamaha.
Nenhum destes modelos é, ainda, uma ameaça real à CG Titan. E o diretor comercial da Honda, Paulo Yamakami, jura que a marca não tem intenção de desenvolver novas estratégias de mercado para combater a concorrência. ‘‘O mercado está crescente e há espaço para todos’’, limita-se a dizer Yamakami.
As outras marcas torcem para que a Honda realmente pense assim. A Suzuki, com a Katana 125, é a que mais se aproxima da CG. Ela tem como maior atrativo o motor mais potente do segmento, com 14 cv. O design é discreto, onde apenas uma carenagem parcial sobre o farol sobressai. E já soma 1.100 unidades vendidas por mês, enquanto que a CG está na casa dos 22 mil. Mas a expectativa da Suzuki, segundo o gerente comercial Sérgio Detomy, é que o modelo ganhe mais 40% de vendas e chegue a ser a terceira 125 no ranking. A moto custa R$ 3.544.
Já a Hyosung aposta no design dos modelos GF e Cruise. Enquanto a primeira tem traços esportivos, a Cruise apela para o visual clássico das estradeiras. Equipadas com motor de 12,5 cv de potência e freio dianteiro a disco com pinça dupla, a GF e Cruise só perdem para a Titan no preço, R$ 3.700 e R$ 4.450, respectivamente, contra R$ 2.950 da best-seller da Honda.
Já a Brandy aposta abertamente no segmento. Segundo seu gerente de marketing, Dieikson Barbosa, foi para isso que a empresa lançou o modelo FT 125 A, que custa R$ 3.600 e tem média mensal de 274 unidades vendidas.

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