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O porta-malas é um dos destaques, com capacidade para 545 litros de carga; custa entre US$ 39 mil e US$ 42 mil; O motor de 4 cilindros e 16 válvulas gera potência de 126 cv; o interior é confortável



Hoje, um projeto para um carro simples, sem maiores inovações, não sai por menos de US$ 1 bilhão. Daí as montadoras procurarem criar carros mundiais para amortizarem o investimento em vários mercados. Essa é a regra. A exceção é o Toyota Corona. A montadora japonesa colocou na alça de mira especificamente o mercado europeu. Mas essa contra-mão não é uma coisa que possa ser classificada como rematada loucura. Lá são quase 12 milhões de carros vendidos por ano. E com uma fatia considerável reservada a médios-grandes de luxo.
O modelo foi o primeiro totalmente projetado pela Toyota fora do Japão. Desenvolvido e produzido na Inglaterra, o Corona - lá é chamado de Carina - foi lançado em 1992 e sofreu uma reestilização ano passado. O grande investimento feito pela terceira maior montadora do mundo - só fica atrás de GM e Ford - não vem decepcionando. O Corona vende por ano no Velho Continente cerca de 90 mil unidades. Quase a capacidade total da fábrica inglesa.
No Brasil, o Corona chegou em julho de 1996. E também não vem fazendo feio. O modelo é o segundo carro de passeio mais vendido da Toyota no mercado nacional - só perde para o veículo mais famoso da marca japonesa, o Corolla. Em abril, o Corona teve 96 unidades comercializadas, contra 113 unidades do Corolla.
Para o Brasil, a Toyota importa o Corona com o habitáculo já todo equipado. Com isso, o modelo exibe itens de conforto como direção hidráulica, trio elétrico, rádio/toca-fitas e ar condicionado. Além de ter também equipamentos de segurança de série, como airbag duplo e ABS para os freios - a disco ventilado, na frente, e a tambor, atrás. Mas esta lista de equipamentos generosa deixa o carro com um preço salgado US$ 38.598, que pode passar para US$ 41.498 se receber câmbio automático de quatro marchas, em lugar do mecânico de cinco.
A configuração do Corona adotada para o País inclui ainda o motor mais potente da linha. O propulsor de quatro cilindros em linha e 16 válvulas com duplo comando no cabeçote com exatos 1.998 cm3 desenvolve a potência de 126 cv a 5.600 rpm e o torque de 18,2 kgfm a 4.400 rpm. Este motor faz o carro ultrapassar os 200 km/h e acelerar de zero a 100 km/h em 9,7 segundos.
O padrão europeu que a Toyota tenta enquadrar o sedã Corona encontra força no interior. Mas há algumas pequenas derrapagens. O desenho de linhas arredondadas, mas sem exageros, e o tom sóbrio dado aos tecidos do revestimento interno seguem o equilíbrio apresentado por todo o modelo.
Quem entra no Corona se sente bem logo nos primeiros contatos. A acomodação tanto nos bancos da frente quanto no de trás é feita sem problemas. O espaço para cabeça e pernas é amplo e, mesmo passageiros com tamanho mais avantajado, mais no estilo europeu que asiático, não ficam espremidos.
À comodidade, se alia o conforto dos equipamentos de fábrica. O ar condicionado é eficiente e tem comandos de fácil acesso. Caso também do rádio/toca-fitas. O trio elétrico, com botões de acionamento na porta, também é facilmente manipulado pelo motorista. Mas o conforto oferecido pelo Corona vai além dos equipamentos mais comuns.
Se abrir a tampa do porta-malas com o acionamento interno é tranquilo, ao se deparar com o espaço que terá para guardar todas suas malas o prazer será maior. O compartimento tem capacidade para generosos 545 litros, superior inclusive, por exemplo, aos 520 litros do porta-malas do Omega, que é 21 cm maior. Uma pequena mágica japonesa.

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