Sem nenhuma modificação no design, a Toyota apresenta ao mercado do Brasil a linha 2008 do sedã Corolla e da station wagon Fielder, agora equipadas com o exclusivo motor 1.8 16V VVT-i Flex, de 136 cv de potência, que pode ser abastecido com álcool e gasolina puros ou misturados em qualquer proporção. Trata-se praticamente da última grande montadora a incluir o motor bicombustível em sua linha de veículos.
Segundo a direção da empresa, a entrada da montadora japonesa no segmento de automóveis bicombustíveis representa um marco na importância das operações técnicas da Toyota Mercosul perante a matriz no Japão. ''Estamos muito orgulhosos em trazer ao mercado o Corolla e a Fielder Flex, pois é a primeira vez que a Toyota Motor Corporation desenvolve, em parceria com a engenharia local, uma tecnologia específica para o Brasil'', diz Shozo Hasebe, presidente da Toyota Mercosul.
Durante coletiva para a imprensa especializada, na semana passada, no hotel Jequitimar, no Guarujá (SP), Hasebe adiantou também que o novo modelo do Corolla e da Fielder deve ser lançado no primeiro semestre do ano que vem, com modificações a atualizações em todo o desenho, atendendo as exigencias do mercado e dos clientes dos sedãs médios.
Os preços sugeridos para os veículos (base estado de São Paulo com pintura sólida) são: Corolla XL-i 1.8 Flex, R$ 56.565,00 (manual) e R$ 61.101,00 (automáico); Corolla XE-i 1.8 Flex, R$ 62.233,00 (manual) e R$ 66.880,00 (automático); Corolla SE-G 1.8 Flex, R$ 79.676,00 (automático); Fielder XE-i 1.8 Flex, R$ 67.144,00 (manual); R$ 71.729,00 (automático) e Fielder SE-G 1.8 Flex, R$ 83.712,00 (automático).
Considerado referência tecnológica por todo o mercado, o motor 1.8 16V VVT-i da Toyota passou por mudanças para se tornar Flex. Foram três anos de desenvolvimento da própria montadora, que tiveram como principal objetivo equalizar a performance tanto com a utilização de gasolina como com álcool.
Ninguém da montadora divulgou os dados de consumo. Só disseram que há uma elevação de 30% quando o tanque está abastecido exclusivamente com álcool. Mesmo assim, garantem que o resultado obtido foi uma melhor aceleração, consumo e autonomia entre os principais concorrentes bicombustíveis de ambos os segmentos.
Entre as inovações do motor está o acréscimo de resina protetora contra corrosão nos pistões, novos anéis de pistão e ajuste do comando de válvula. Também houve substituição das velas de ignição por outras de grau térmico mais elevado, reprogramação da ECU (central eletrônica inteligente que comanda todo o funcionamento do motor) e implantação de materiais de liga metálica mais resistente nas válvulas de admissão e no comando de válvulas. A capacidade do tanque de combustível subiu de 55 para 56 litros, para aumento da autonomia com uso de álcool em uso rodoviário.
O sistema de partida a frio é outra novidade. As linhas Corolla Flex e Fielder Flex ganharam um tanque auxiliar com capacidade de 0,6 litro, que fica posicionado na parte de trás do cofre do motor, distante da área de contato em caso de colisão, proporcionando, assim, maior segurança para os ocupantes. O combustível do tanque auxiliar é injetado por bicos montado entre o cabeçote e o duto de injeção principal. Quem controla o fluxo e a demanda de injeção do sistema de partida a frio é a válvula solenóide e bomba auxiliar. O sistema, que também recebe informação do sensor de oxigênio, envia apenas a dose certa de gasolina na hora da partida, de acordo com o tipo de combustível e a temperatura ambiente, evitando que algum tipo de mau cheiro de gasolina invada a cabine. Também para evitar odor, o vapor de gasolina é absorvido pelo cânister.
Com relação aos números de potência e torque, Corolla Flex e Fielder Flex não tiveram alterações. O motor 1.8 16V VVT-i rende 136 cv de potência máxima a 6.000 rpm, com álcool ou gasolina. O torque máximo é de 17,5 kgfm a 4.200 rpm. A taxa de compressão foi mantida em 10:1. O resultado obtido foi manutenção da boa performance e suavidade ao rodar. Mas pode ter provocado um aumento de consumo, por causa da manutenção da taxa de compressão, considerada baixa para carros movidos a álcool.
A atuação do sistema VVT-i teve papel fundamental para a obtenção de bons resultados de desempenho no Corolla Flex e na Fielder Flex. O VVT-i atua continuamente na abertura e no fechamento das válvulas de admissão, proporcionando aceleração linear com elevado torque em baixas, médias e altas rotações. O sistema garante ainda economia de combustível e baixo nível de ruído e vibração.
As versões XE-i do Corolla e da Fielder e a XL-i do Corolla oferecem dois tipos de transmissão: automática de quatro velocidades com over drive e manual de cinco velocidades. Já as versões top de linha SE-G saem da fábrica equipadas com câmbio automático de quatro velocidades com over drive.
- Leia na pág. 2: Concessionária Jabur Toyopar recebe certificação de qualidade

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