Especialistas dizem que proibir o idoso de dirigir não é a forma mais correta de tratar o problema. O certo é conversar muito e, se for necessário, procurar ajuda de um especialista que reavalie com ele se vale mesmo a pena ainda dirigir.
É preciso ter cuidado com a parte psicológica do problema, pois é mais uma limitação na vida do idoso. ‘‘O carro não é só um utilitário, as pessoas o usam para mostrar certa forma de agir e de viver. E não dirigir pode soar como falta de capacidade’’, explica a psicóloga e coordenadora do curso de Especialização em Trânsito da PUC-PR, Dra. Adriane Picchetto Machado.
O geriatra João Carlos Gonçalves Barracho acredita que a conversa e o calor humano são os melhores tratamentos. Nessas horas, segundo ele, uma das alternativas é mostrar para o idoso o risco que ele pode estar correndo dirigindo.
Além disso, o geriatra explica que é importante não apenas fazer o idoso reconhecer que não deve mais guiar um carro, mas também lhe mostrar as alternativas que pode ter de deslocamento sem o veículo. ‘‘Deve-se mostrar que se o lugar é próximo, o idoso pode ir caminhando. Ou pode pegar um táxi ou ônibus em vez de dirigir o carro’’.
Caso a pessoa insista em dirigir, o geriatra recomenda que o faça com a companhia de alguém. ‘‘O recomendável é que o idoso ande sempre com alguém mais jovem no carro e dê preferência aos fins de semana e feriados, quando as ruas são mais tranquilas’’, ensina.

mockup