O consumo de gasolina e álcool combustível no Brasil cresceu em 1997 apenas 3,6%, ou duas vezes menos que o verificado em 1996, quando chegou a 10,7%. Estes números, segundo conclusão do Balanço Energético de 1998, referente ao ano passado, elaborado pelo Ministério de Minas e Eneriga, mostram que o consumo de combustíveis voltou a ter desempenho mais próximo ao do crescimento econômico do País, que chegou a 3,03%.
Os dados apontam um equilíbrio no consumo. Desde 1994, o País apresentava elevadas taxas de crescimento da demanda de combustíveis, o que refletia a euforia de consumo decorrente do Plano Real. Os dados do Balanço Energético, que serão divulgados sexta-feira pelo Ministério de Minas e Energia, apontam ainda que o consumo médio de combustível por veículo também sofreu uma redução de 2,5%, em 1997. Trata-se de situação inversa a de 1996, quando houve um aumento de 5,1% no consumo médio por veículo.
O Brasil continuou apresentando em 1997 taxas elevadas de crescimento de consumo de energia elétrica. A demanda aumentou 6,4% em relação a 1996. Naquele ano, o aumento foi de 4,6%. Ao contrário de 1996, porém, a demanda de energia elétrica cresceu mais que o aumento da oferta interna.
No ano passado, o País ofereceu mais 6,1% de energia, ou 0,1
ponto porcentual a menos que o aumento da demanda. Em 1996, a oferta foi incrementada em 5%, ou seja, 0,3 pontos porcentuais a mais que o consumo.
Como já era esperado, em razão da queda na produção de carros a álcool, o consumo de álcool hidratado (combustível), decresceu 8,7% em 1997. O aumento do consumo do álcool anidro (adicionado à gasolina), que manteve o mesmo cresimento da gasolina, não foi capaz de evitar a formação de estoque de 2 milhões de metros cúbicos do produto.
Ainda assim, o consumo de derivados de petróleo cresceu mais no ano passado. Foram consumidos mais 7,7% de derivados de petróleo,contra um crescimento de 6,5% em 1996. A dependência externa de petróleo e derivados, porém, continuou em 46%, o mesmo porcentual verificado em 1996.

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