Consumidores preferem som em vez de bolsas de ar
Muitos itens de segurança são opcionais e caros. Popularizar esses equipamentos é mais um desafio para as empresas, principalmente no Brasil, onde metade das vendas são de modelos populares. Air bag duplo para o Gol, por exemplo, custa R$ 1.770. Em muitos casos, o consumidor prefere rádios e rodas de liga leve ao air bag, afirma o assessor técnico da Fiat, Carlos Henrique Ferreira. Do total de modelos com motor 1.0 vendidos pela marca, 35% saem com ar condicionado, que custa cerca de R$ 3 mil, e apenas 1% com air bag duplo, oferecido a R$ 2,1 mil.
A Fiat, que já coloca em alguns de seus modelos faróis com sensores que acendem automaticamente quando começa a escurecer, defende a proliferação de bolsas infláveis. O Stilo pode receber até 8 air bags (dois dianteiros, dois laterais, dois no teto e dois nos bancos traseiros). Na Itália, a montadora desenvolve um air bag externo, que protegeria pedestres em atropelamentos. A Ford também vai colocar o equipamento em seus modelos nos EUA. Em ambos os casos, a idéia é adaptar os produtos nos carros brasileiros.
Segundo Márcio Alfonso, chefe de engenharia da Ford, entre as novidades que a montadora deve trazer da matriz está o sensor de classificação acoplado ao banco. O equipamento mede estatura, peso e posição do motorista e adapta ao condutor o cinto de segurança e o air bag em caso de colisões.
O consultor em segurança veicular Roberto Scaringela acha que o governo deveria priorizar a questão e trabalhar em conjunto com as montadoras. Uma sugestão seria adotar uma agenda para a introdução gradativa de itens de segurança, a exemplo do Proconve, programa que prevê a redução da emissão de poluentes.
''Para baratear o custo, o governo pode reduzir os impostos dos carros que cumpram as metas'', diz Scaringela. Ele também critica o fato de a inspeção veicular ainda não ter sido posta em prática. Em 27% dos acidentes com vítimas em São Paulo foram constatados defeitos nos veículos.
Outro problema que aterroriza motoristas - dormir no volante - vai ter solução no futuro. Bertocchi conta que está em desenvolvimento sistema de câmera no painel que monitora os olhos do condutor. Se há alteração no tempo em que pisca, um alarme dispara. Também há sensor para avaliar o teor alcoólico e avisar se o motorista pode dirigir.





