Conservadorismo atrapalha venda de cores fortes
Os brasileiros, em se tratando de cores, são seres conservadores. Não ousam comprar carros com cores fortes com receio de perder dinheiro na hora da revenda. ''Os consumidores brasileiros ainda se preocupam muito com a facilidade na revenda, momento em que cores neutras são favorecidas. Os carros com cores fortes tendem a sofrer uma maior desvalorização, pois reduz as possibilidades de venda devido a um conservadorismo que impera neste mercado'', explica Cristina Belatto, coordenadora da área de design da General Motors do Brasil.
Na GM, atualmente, as cores neutras são aplicadas em 50% dos veículos produzidos. ''A tendência permanece nas cores neutras como pratas, beges e cinzas'', afirma. As cores fortes, como vermelho e amarelo são utilizadas em veículos esportivos e séries especiais. ''Essa cores costumam ser aplicadas para chamar atenção do consumidor'', conta.
O mito de que cores fortes ''envelhecem'' mais rápido e sofrem mais com a ação do soa também é refutado. ''Com a alta tecnologia das tintas e dos processos de pintura, todas as cores tem a mesma qualidade e durabilidade, seja no brilho ou na tonalidade''. Para o futuro, Cristina prevê: ''Haverá uma transferência de cor para os pratas, com a volta dos beges metálicos claros, que nada mais é que a inserção do amarelo no prata''. (M.D.B.)





