Conhecer contrato ajuda na hora de acionar seguro
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sábado, 12 de março de 2005
Erika Zanon<br> Reportagem Local 
Os três primeiros meses do ano registram os maiores índices de contratação e renovação de seguro veicular. O ítem, que faz parte das despesas básicas de um carro, conta com diversas variáveis e exige que o motorista tenha bastante cuidado e atenção na hora de contratar o serviço. Profissionais do ramo orientam os consumidores a analisarem minuciosamente as propostas das seguradoras e a observarem quais são seus direitos e deveres.
O primeiro passo é certificar-se da proposta, a qual discrimina as condições apresentadas pela seguradora e aceitas pelo segurado. Após isso, deve-se atentar para o contrato, que é o documento permanente do que foi acertado na proposta. Nele devem constar o valor do bem segurado e as obrigações de ambas as partes na ocorrência de um sinistro (prejuízo ou dano ao bem segurado). Em seguida a seguradora emite a apólice, que é a formalização do contrato assinado.
Corretores também orientam os consumidores a não deixar a renovação para a última hora, evitando problemas de contratação. ''Como os preços dos mesmos modelos variam de seguradora para seguradora, o ideal é que o motorista faça a renovação com antecedência porque dessa forma pode-se pesquisar e escolher a melhor opção, bem como um bom parcelamento'', afirma o corretor de seguro José Carlos de Almeida Leite.
O motorista também deve ficar atento quanto à quantia a ser paga pelo serviço, pois o cálculo do seguro leva em conta uma série de informações sobre o cliente, o uso que faz do carro e o próprio veículo, definindo assim os riscos aos quais o automóvel ficará exposto. O custo do serviço também é definido a partir do valor de mercado do automóvel baseado na tabela de preços da Fundação do Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).
As inúmeras variáveis do seguro, lembrou Leite, também são computadas. Um mesmo modelo pode ter o preço do seguro diferenciado (ver quadro), entre outros fatores, por conta da idade, sexo, profissão, estado civil e até se o motorista tem filhos ou dependentes em casa. Outro ponto que a seguradora leva em consideração é o local onde o carro fica estacionado - rua, garagem, estacionamento particular. Seguros de carro de mulher casada, por exemplo, fica cerca de 10% mais barato em comparação ao de um homem casado. Já o preço do mesmo modelo para um jovem de 25 anos solteiro, pode subir mais de 30%.
''Tudo é uma questão de sinistralidade. As estatísticas das seguradoras indicam que em alguns casos o risco de prejuízo é maior e a partir desses dados elas calculam o valor dos seguros'', pontua o corretor.
De acordo com ele, todos os riscos previstos pelo segurado e expressos na apólice designam um tipo de cobertura. A mais comum e básica é a que abrange roubos, incêndio, colisões, além de danos materiais e corporais de terceiros. Ele ressaltou que o seguro por danos morais, em uso há pouco mais de três anos, está em evidência. ''Os motoristas têm procurado incluir esse ítem na apólice. O custo fica em torno de R$ 40''. Acessórios e complementos do carro como rádio, toca-fitas, toca-CDs não são cobertos pela apólice, mas pode-se fazer um seguro específico para eles.
Na hora de fechar o negócio também é importante perguntar quais são os benefícios indiretos da apólice. Para tentar diminuir os níveis de riscos, algumas seguradoras oferecem benefícios como desconto em estacionamentos, alarmes, travas, carro reserva, socorro mecânico e até reboque.
Leite frisa ainda que, qualquer mudança na ''vida'' do motorista deve ser comunicada à seguradora. ''Se o filho vai completar 18 anos, ele passa a ser 'dependente' do carro, então o seguro tem um acréscimo e o motorista tem por obrigação avisar a seguradora'', lembra o corretor. A mesma regra vale para mudanças de cidade e mudanças de comportamento (o carro não fica mais na garagem e sim na rua).


