Conheça o Renault brasileiro
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sábado, 24 de maio de 1997
Samuka Lopes 
DivulgaçãoNa Europa a Scénic é produzida com motores de 1.4, 1.6 e 2.0 litros a gasolina. E outro turbodiesel de 1.9 litros; a minivan Scénic tem distância entre eixos de automóvel e pode se transformar num furgão
cc8B25 Mégane Scénic! Este é o nome do primeiro modelo que a Renault produzirá na sua fábrica em São José dos Pinhais. As primeiras unidades devem deixar a linha de montagem no final do próximo ano. O grande destaque dessa minivan é a facilidade de alterar a configuração do habitáculo. Para isso o teto do Scénic é 15 cm mais alto do que as outras versões do Mégane, como o Classic, um sedã, e Berline, um hatchback de cinco portas, que serão produzidos na Argentina.
O suplemento Folha Carro & Cia pode avaliar a versão equipada com motor turbodiesel de 1.9 litros, ou 1.870 cm3. Na Europa o carro roda com outras três motorizações, todas a gasolina: 1.4 (1.390 cm3), 1.6 (1.598 cm3) e 2.0 (1.998 cm3) litros. A Renault tem como estratégia não divulgar qual motor equipará as versões que rodarão no Brasil.
A posição de dirigir é mais elevada, o que torna a tarefa menos cansativa. Pode se dizer que é um prazer pilotar a minivan Scénic. Na parte de trás estão colocados três bancos, que podem levar dois adultos e uma criança com facilidade, já que o banco central é mais estreito. Este banco aliás pode avançar 17 cm e o rebatimento de suas costas pode transformá-lo em uma mesa.
Se esse banco central for retirado, é possível mudar a configuração do habitáculo. Rebatendo os bancos posteriores (total ou parcialmente) amplia-se a capacidade de carga, que atinge o seu máximo com a remoção dos três bancos. Nesse caso o Scénic assume as características de um furgão. A Renault pretende com a Scénicganhar o mercado interno, ainda não acostumado com esse tipo de veículo. Ela foi lançada em março de 96 na Europa.
O modelo mede 4.134 mm de comprimento, 1.719 mm de largura e 1.600 mm de altura. Pode acomodar cinco pessoas. Para se ter uma idéia, basta dizer que o Mégane Classic de três volumes é 12 cm mais comprido e 2 cm mais estreito, o que confirma as medidas compactas dessa minivan. A agilidade da Scénic é conseguida pela distância entre eixos (258 cm) típica de um automóvel médio. É agradável no trânsito dentro ou fora das cidades. A posição mais alta de dirigir facilita a visibilidade, maior do que um automóvel tradicional.
O sistema de freios conta com disco ventilados na frente e tambores na traseira. ABS é oferecido como item opcional. Merece elogio o conforto dos bancos e a suspensão macia. O conjunto mecânico da Scénic é o mesmo do Mégane.
As fábricas da marca francesa na Argentina e no Brasil irão usar a integração do Mercosul para colocar nos dois maiores mercados da América do Sul diferentes versões da linha Mégane. Os modelos de cada país já estão definidos. A unidade brasileira, que a princípio iria produzir o modelo hatch, fica com a missão de fabricar o Mégane Scénic, a van médio-compacta eleita carro do ano na Europa.
Já das linhas de montagem argentinas sairão os modelos hatch de quatro portas e sedã, batizado de Classic. Com a divisão da produção, dos modelos que existem no Velho Continente só vão ficar faltando o cupê e o conversível, que não têm previsão para chegar aos países do Mercosul.
O Mégane foi lançado em 95 na Europa, como substituto do Renault 19, e chegará na América do Sul com esta mesma função. Em todos os modelos da família Mégane, as linhas arredondadas predominam e a frente com o capô que se afila, dividindo a grade do motor em duas partes, é uma marca registrada. Mesmo a van Scenic mantém este padrão. Dos faróis em diante, como não podia deixar de ser, as versões têm identidade própria.
O propulsor a gasolina mais fraco, de 1.4 litro, gera 75 cv. O motor de 1.6 litro, com potência de 90 cv a 5 mil rpm e torque de 14,3 kgfm a 4 mil rpm. O mais potente, de 2.0 litros, gera 115 cv a 5.400 rpm e o torque de 17,5 kgfm a 4.250 rpm.


