A Land Rover já está comercializando o Defender 110 brasileiro. O modelo é o mais tradicional da marca e está sendo produzido em são Bernardo do Campo (SP), em linha de montagem instalada na Karmann-Ghia do Brasil, nas versões Station Wagon e picape cabine simples. As demais opções que a linha oferece deverão ser incorporadas à produção brasileira no futuro.
Defender picape; o motor tem 115 cv; a perua leva 9 pessoas; o interior confortável; a versão County tem pintura metálicaO produto é montado sobre sólido chassi de aço equipado com motor turbo-diesel de 2.5 litros - gera 115 cv e 27 kgfm de torque - produzido pela Maxion Motores de Canoas (RS) e incorpora toda a tecnologia acumulada pela Landa Rover na fabricação de veículos 4x4 nos últimos 50 anos. O veículo é comercializado com preço mínimo de R$ 37 mil e máximo de R$ 60 mil.
O Defender 110 é capaz de fazer de 0 a 100 km/h em 17,4 segundos na versão perua e 16,9 s na opção picape. A velocidade máxima é de 135 km/h. O consumo na cidade é de 9,7 km/l e na estrada chega a fazer 12,6 km/h se a velocidade for constante de 80 km/h. Vale lembrar que esses números foram fornecidos pelo fabricante.





O modelo é capaz de atravessar rios com profundidade máxima de 50 cm. O ângulo de entrada é de 50 graus, com ângulo de saída de 35 graus e ângulo máximo do chassi de 152 gruas. A inclinação lateral máxima é de 30 graus e sua capacidade máxima de vencer rampas é de 45 graus.
No Brasil, inicialmente apenas o Defender 110 é produzido, nas versões Station Wagon (perua) e County e a picape Defender 110 HC. Pesa 2.028 kg e mede 4,59 metros de comprimento. A perua pode transportar até nove pessoas ou até 996 kg de carga. A picape Defender 110 HC pesa 1.880 kg, mede 4,43 de comprimento e transporta em sua caçamba 1.170 kg.
Com o início da produção do modelo Defender na fábrica brasileira - primeira da marca nas Américas - a Land Rover incrementa as atividades da empresa no País, onde já foram comercializados, desde a reabertura das importações, em 1992, cerca de 2.200 veículos, entre modelos Defender, Discovery e Range Rover. As unidades produzidas contam com índice de nacionalização de 24%, devendo chegar a 60% nos próximos três anos.
Essas características aliadas às capacidades de utilização fora de estrda - tração máxima de 3.500 kg - qualificam essas duas versões do Defender para uma variada lista de aplicações, notadamente entre frotistas. Dentre esses, já utilizam modelos Defender desde empresas como a CESP - Centrais Energéticas de São Paulo; CPFL (Cia Paulista de Força e Luz); Cia Vale do Rio Doce; Ibama e Petrobrás, até corporações militares como a Polícia Florestal e o COE (Comando de Operações Especiais), da Polícia Militar de São Paulo.

mockup