DivulgaçãoMade in ParanáInicialmente, a Dakota terá motor V6, com 3.906 cm3, que gera potência de 177 cv

A gigante americana Chrysler produziu veículos no Brasil entre 1967 e 1981, quando abandonou as atividades em solo nacional. Durante 13 anos a marca esteve ausente do país e só voltou ao mercado em 1994, através de modelos importados pelo Grupo São Jorge, que foi nomeado representante da empresa. Mas um problema com o grupo novamente tirou a Chrysler do mercado em 1995.
Após tantas indas e vindas, a própria empresa resolveu voltar a cuidar das atividades no país com a criação da Chrysler do Brasil em 96. Os modelos da marca retornaram às lojas e o passo definitivo para o retorno da montadora ao país foi dado no final de outubro. A empresa anunciou o local da fábrica brasileira da nova pick-up Dakota: em Campo Largo, na região metropolitana de Curitiba, no Paraná.
A pick-up, que foi lançada nos Estados Unidos no ano passado, começará a ser produzida no Brasil a partir de abril de 1998 e devolve ao país a marca que fabricou entre outros o Dodge Dart e a pick-up D-100. A Dakota é uma pick-up mid-size, que segue o visual robusto do modelo full size Dodge Ram. A frente, respeitando as proporções, é idêntica à do utilitário grande da Dodge, com destaque para a grade do motor, de grandes dimensões, e para a entrada de ar, no pára-choque.
A Dakota, no mercado americano, é comercializada com opção de cabine regular e estendida. Apesar de entrar no segmento da nacional S10, o modelo da Dodge - uma das cinco marcas do Grupo Chrysler -, tem dimensões bem mais generosas do que a pick-up da GM. A versão com cabine simples da Dakota mede 4,97 m de comprimento, contra 4,78 m da S10. Já na largura ela é 12 cm maior do que o modelo nacional: tem 1,81 m. A menor diferença entre a Dakota e a S10 está na altura, mas mesmo assim a pick-up da Dodge é 7 cm maior e tem 1,72 m.
Os contornos arredondados da carroceria, porém, disfarçam o tamanho do modelo, que também exibe linhas sem ângulos retos no interior. E apesar de ser um utilitário, a Dakota segue a tendência atual do segmento e exibe itens dignos de carros de passeio. O motorista conta com equipamentos de conforto como direção hidráulica, rádio/toca-fitas, travas e retrovisores elétricos e ar condicionado, de série.
A versão com cabine simples pode receber dois bancos individuais ou um inteiriço, que aumenta a capacidade para três pessoas. O modelo com cabine dupla ainda conta com um banco inteiriço atrás dos assentos dianteiros que, segundo a empresa, pode atender a até três passageiros.
A segurança dentro da cabine, pelo menos na versão americana, é garantida por air bag duplo de série, que reforça a ação dos cintos de três pontos retráteis com ajuste de altura. Já como item de segurança ativa, a pick-up é equipada com ABS de série nas rodas traseiras.
O lado de carga do modelo aparece na suspensão. Na frente é independente com braços superiores e inferiores, barras de torção e barra estabilizadora. Na traseira, tem eixo móvel e molas longitudinais. Este conjunto permite ao veículo suportar até 1.317 kg de carga. E, para facilitar o trabalho em terrenos acidentados, há a versão com opção de tração 4X4.
A nova pick-up, nos Estados Unidos, recebeu três tipos de motorização a gasolina, todos alimentados por injeção multiponto sequencial. Inicialmente, no Brasil, o modelo será equipado com o propulsor intermediário da linha: um V6 de 3.906 cm3 com 177 cv e 31,1 kgfm de torque.
Já a utilização dos outros dois motores ainda está sendo estudada. O propulsor mais modesto é um quatro cilindros em linha de 2.464 cm3 com 121 cv e 20,1 kgfm de torque. O outro motor é um V8 de 5.208 cm3 que gera respeitáveis 236 cv e 41,5 kgfm de torque. A fábrica brasileira produzirá também versões com motores a diesel, que ainda não foram divulgados pela Chrysler.

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