Conforto e personalização na direção
PUBLICAÇÃO
sábado, 30 de agosto de 2008
Da Editoria 
''O carro te veste''. Foi assim que o bancário Fábio Eiras definiu o resultado do trabalho de ergonomia feito pela Totty's Hot Toys no seu Ford 29 Lakester. Foram três meses para a execução do projeto, que passou pelos estágios de análise do veículo e do seu condutor, adaptações e melhorias na carroceria e interior, realização de testes e acabamentos finais.
O estudo ergonômico em hot rods é um serviço novo no Brasil, que utiliza como base o perfil do condutor, a partir da definição de suas medidas antropométricas, adaptando-as ao veículo para oferecer mais conforto e segurança na hora de dirigir. ''O maior desafio é realizar a correção ergonômica na busca pela melhor interação entre o motorista e o veículo, com o objetivo de proporcionar eficiência e satisfação'', revela Lúcio Oliveira, designer responsável pela implementação do serviço na Totty's Hot Toys, em Curitiba.
A maioria dos hot rods possui projetos internacionais, cujos dimensionamentos respeitam as normas da Society of Automotive Engineers (SAE) que determina, entre outras coisas, os pontos de referência internos do veículo. Oliveira teve acesso a essas e outras informações através da experiência adquirida nas oficinas dos Estados Unidos, onde trabalhou durante cinco anos. Por isso, aplica nos hots dos seus clientes a mesma metodologia e parâmetros praticados pelas empresas estrangeiras. ''Neste trabalho é preciso considerar as características de estar em um veículo, o espaço livre interior, o conforto, a praticidade, a adaptabilidade do banco em relação à estatura do condutor e ao seu estilo de condução, o isolamento termo-acústico, entre outros'', diz.
Referência do condutor
Termos como Hip Reference Point (HRP) ou H-Point, Accelerator Reference Point (ARP) ou Pedar Geometry Origin (PGO) são os pontos de partida da análise ergonômica. Ao iniciar um projeto, utiliza-se uma referência do condutor como base do estudo, que pode ser da articulação do quadril (HRP), do tornozelo (ARP) ou dos pés (PGO). Assim, calculam-se as dimensões e se definem os aspectos do interior do veículo, em harmonia com o espaço, as características do condutor e os elementos necessários à direção. ''Decidimos qual a mecânica será utilizada, a posição do motor e da caixa de câmbio. Conhecendo o espaço livre interno, projetamos a localização dos pedais, daí, com as medidas antropométricas, inicia-se o posicionamento dos comandos, instrumentos, bancos, coluna e direção'', explica Oliveira.
Foi o processo pelo qual passou o Ford 29 Lakester, segundo seu proprietário, toda a parte interna do veículo foi criada para ser compatível a sua altura (1m75) e ao seu peso (79 kg). As posições dos pedais, da direção e do câmbio automático foram alteradas e um novo banco foi confeccionado. ''Tudo no assento foi testado em três etapas: a armação do ferro, depois com as espumas e, por fim, com o revestimento em couro, bem como a sua estrutura em relação às minhas características físicas'', diz Eiras.
Oficialmente, a ergonomia surgiu nas salas universitárias em 1949, mas a sua execução pela indústria automobilística acontece desde o início do século 20. Novas exigências por parte dos consumidores determinaram melhorias na carroceria, no campo visual do motorista, em janelas e espelhos, bem como uma maior preocupação com o conforto, o espaço interno e a força dos pedais.
Os benefícios do estudo ergonômico são sentidos no corpo, com a diminuição de eventuais dores e a melhora na postura do condutor ao dirigir. ''Como não é um veículo para o uso diário, nas oportunidades em que saio para passear acho importante ter prazer em dirigir, evitando que em trajetos mais longos, haja algum desconforto'', afirma Eiras, justificando o investimento em seu Ford Lakester.
SERVIÇO
Trabalho de ergonomia em hot rods da Totty's Hot Toys leva cerca de um mês para ser concluído. Mais informações: (41) 3014-0111 e www.totty.com.br.


