Condução sem esforço
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quarta-feira, 06 de dezembro de 2017
Aline Machado Parodi<br>Reportagem Local 

Presente até pouco tempo apenas nas versões topo de linha, a direção elétrica caiu no gosto popular e hoje é item de série nos modelos de entrada das principais montadoras. Os dois líderes de venda em novembro, Onix e Ford KA, oferecem esse item de série a partir da versão básica. Também está presente nos principais modelos da Fiat, como o Argo. A grande novidade do ano: o Renault Kwid entrega o equipamento a partir da versão intermediária.
A tecnologia chegou no início dos anos 2000 por exigência de mercado. O Fiat Stilo foi um dos primeiros a adotá-lo. O custo de produção foi reduzindo ao longo dos anos permitindo a sua entrada no rol dos itens de série nos modelos populares.
A direção elétrica deixa o voltante mais leve - um toque rápido e o veículo muda de direção. Um conforto, principalmente na hora de estacionar, mas pode ser um perigo na estrada. Por isso, os modelos vêm com direção elétrica progressiva, que deixa o volante mais pesado conforme o carro ganha velocidade. Alguns modelos também permitem escolher.
Conforto é de longe o motivo principal da escolha do consumidor pela direção elétrica, mas ela traz outras vantagens em relação à hidráulica. Vantagens que fazem a diferença no bolso. A eficiência energética é uma delas.
Diferentemente da hidráulica, ela não utiliza a potência do motor para funcionar. Com isso, o consumo de combustível é menor. Nas direções hidráulicas, mesmo em linha reta, a bomba "rouba" energia do motor, o que não ocorre nas elétricas. Ela também é menos poluente, pois não utiliza óleo da caixa do motor.
A manutenção é outro ponto positivo. O proprietário do veículo não precisa se preocupar com a troca de óleo da bomba hidráulica, correia e outras peças. O computador de bordo do carro indica qualquer tipo de falha no sistema. "A direção elétrica é toda rastreável. O condutor tem informações no painel que permitem organizar a manutenção. Na direção hidráulica, o motorista só saberá de um vazamento de óleo, por exemplo, quando o volante travar", explicou o mecânico Lucas Carlos dos Santos, chefe de Oficina da Fiat Marajó.
A identificação do problema também é mais ágil na direção elétrica. Um equipamento faz a leitura da peça e identifica o que está errado. "É mais rápido e também ficou mais limpo. Você não trabalha com óleo", disse Santos.
PESQUISA
O Brasil vem atendendo as normas internacionais de forma acelerada. Em alguns mercados, itens como direção elétrica, ABS, e airbag de série são obrigatórios. "A indústria automotiva vem atendendo esses protocolos técnicos e o Brasil acompanha essas exigências de mercado", afirmou Jorge Luiz de Sá Riechi, coordenador do curso de pós-graduação de Engenharia Automotiva, da UTFPR (Universidade Tecnológica Federal do Paraná)
Com a tendência da direção elétrica dominar o mercado, já há pesquisas no sentido de desenvolver baterias para atender as necessidades eletrônicas embarcadas nos veículos. Há estudos para aumentar de 12 volts para 48 volts a potência das baterias, por meio da utilização de liga de alumínio, de acordo com o físico Milton Rafael Brandalise, professor de Treinamento e Qualificação Automotivo do Senai e pós-graduando do curso de Engenharia Automotiva da UTFPR.


