FENABRAVE
Concessionários discutem o mercado
Empresários ligados à Fenabrave discutiram, em Curitiba, a retomada dos negócios à partir do segundo semestre.O primeiro Grande Encontro de Concessionários do Paraná e Santa Catarina, realizado em Curitiba, na última quinta-feira, dia 1.º de julho, reuniu no Centro Integrado dos Empresários e Trabalhadores da Indústria do Estado do Paraná - CIEP -, cerca de 300 representantes do setor automotivo para discutir as perspectivas e iniciativas para o mercado concessionário no próximo semestre.
‘‘Este evento é o primeiro passo de uma verdadeira cruzada que a Fenabrave está fazendo pelo País no mês de julho. O objetivo é discutir e buscar medidas práticas para aumentar a rentabilidade do setor, que desde 1997 vem registrando o índice negativo de 2%’’, anuncia Waldemar Verdi Júnior, presidente do Conselho Consultivo e do Conselho Diretor da Fenabrave (Federação Nacional dos Distribuidores de Veículos Automotores).
Segundo o presidente da Fenabrave, Hugo Maia, o setor registrou, no primeiro semestre de 1999, uma redução de 200 mil unidades, com relação ao mesmo período do ano passado. ‘‘Só no ano passado, perdemos uma ’Argentina’ em produção’’, compara Maia, fazendo alusão à perda 400 mil unidades, que equivale à comercialização anual de veículos naquele país.
TributaçãoHugo Maia revela que o setor de distribuição, no período de um ano e meio, verificou uma melhoria nas vendas apenas no mês de dezembro, quando se anunciava a volta do IPI para janeiro deste ano. ‘‘Em fevereiro, com a volta do imposto, com os juros e o dólar em alta, mais o Cofins, o mercado estagnou definitivamente e assim manteve uma média muito baixa de comercialização,’’ revelou. Maia ressalta que, em função disso, o setor não conseguiu avaliar quantativamente a interferência da redução do IPI e da CPMF nas vendas. ‘‘Este tipo de avaliação só será possível quando a política do País não for de retenção de consumo’’, avalia.
O presidente da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), José Carlos Gomes Carvalho, ressalta que a diferenciação estadual na cobrança da CPMF é injusta. ‘‘O primeiro passo em direção à recuperação do mercado está, sem dúvida, na unificação da alíquota do imposto. A taxa tem que ser a mesma para todo o País’’, alerta Carvalho, frisando que a Reforma Tributária esteve entre os principais itens debatidos durante o evento, que contou também com a participação do ex-secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, José Roberto Mendonça de Barros, do diretor geral da Fenabrave-PR, Daniel Russi Filho e do presidente do Sindicato dos Concessionários e Distribuidores de Veículos do Estado do Paraná, Dalton Zeni Ríspoli e do diretor regional da Fenabrave em Santa Catarina, Rudi Affonso Bauer.
Numa primeira análise, o presidente da Fenabrave avalia se o mercado continuar com as características do primeiro semestre, o setor deve chegar no máximo a 1 milhão de unidades vendidas. ‘‘Se obtivermos as medidas pleiteadas devemos atingir um mercado de 5, 5 milhões de consumidores, hoje voltado para o setor de carros usados. Desta forma poderemos atingir o patamar de 1,3 milhão de veículos comercializados no ano passado’’, calcula.
A proposta do setor consiste no faturamento direto com as montadoras, que elimina a cobrança de imposto em cascata, a unificação da CPMF e implementação do sistema Hold Back, em que a montadora, ao faturar para o concessionário, lhe garante uma comissão.

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