Embora a maioria dos frenquentadores de leilão sejam aqueles que querem fazer dos lances um negócio -segundo as empresas de leilão consultadas, algo em torno de 90%-, há quem vá até um pátio para comprar um carro para o próprio uso. Um bom exemplo é o engenheiro Sérgio Gusso, que, dois dias antes do leilão da Banseg, estava olhando um carro para a esposa. ''Já comprei outros carros antes, alguns foram só para revender, mas outros foram para eu ficar'', explica.
Gusso conta que, apesar de ver o leilão como um negócio de alto risco, acredita que, se a pessoa for consciente e souber quando é a hora de parar ao dar o lance, pode fazer um bom investimento. Para ele, é muito importante fazer algumas anotações antes do leilão, como quais são os opcionais que o carro dispõe. ''Depois de ver o carro aqui, chego em casa, procuro no jornal o preço de mercado, calculo a comissão do leiloeiro e estipulo quanto vale pagar. Mas o preço tem que ser, no mínimo, 10% abaixo do valor de mercado. Neste caso, além de valer a pena, é uma margem para algum problema que venha aparecer depois'', diz.
O engenheiro conta ainda que nunca teve um problema sério em leilões e isso é uma coisa que lhe deixa mais tranquilo. ''Nunca entrei em fria. Sempre fiz bons negócios. Em alguns carros precisei fazer alguns reparos depois de comprar, mas nada grave.''

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