Não é uma missão das mais fáceis ganhar espaço em um setor tão competitivo quanto o de sedãs compacto premium, que mês após mês conquista uma fatia maior no mercado. Percebendo esse crescimento, as montadoras investem e volta e meia apresentam suas novidades. O Symbol da Renault não pode mais ser considerado uma novidade, afinal já está no mercado nacional há um ano, desde que chegou para substituir o Clio Sedan. Porém, para alguns mais desavisados ver o carro da montadora francesa é ter certeza de que ele desembarcou por aqui há pouco tempo.
Esses que ainda não tiveram a oportunidade de conhecer o Symbol de perto não sabem o que estão perdendo. Do lado de fora, o carro chama atenção por sua estética elegante. Mas é na parte interna que estão seus principais atributos.
A versão Expression testada pela FOLHA - existe uma outra, topo de linha, chamada Privilège - vem equipada de série com os itens mais requisitados pelos consumidores brasileiros na compra de um automóvel zero: direção hidráulica, ar-condicionado e vidros dianteiros e travas elétricos. Além disso, conta com air-bag duplo de série.
A lista de itens de série do Renault Symbol Expression, equipado com o motor 1.6 8V Hi-Torque, traz também volante e banco do motorista com regulagem de altura, sistema CAR, que garante o travamento automático das portas a partir dos 6 km/h; brake-light, bolsas do tipo canguru atrás dos bancos dianteiros, alarme perimétrico e desembaçador de vidro traseiro. O painel de instrumentos é confeccionado em dois tons - mais claro na parte inferior - o que contribui para deixar o conjunto ainda mais atraente -, com detalhes cromados.
Externamente, o Renault Symbol conta com um design que remete à elegância. Na dianteira, destacam-se os grandes faróis avançando sobre parte do capô do motor e dos pára-lamas do veículo. Na grade frontal, formada por filetes horizontais na cor preta, salta, aos olhos a logomarca da Renault e um largo friso cromado, que se integra ao capô.
Na lateral, o carro conta com um longo vinco na ''linha de cintura'', que liga os faróis na dianteira às lanternas traseiras, conferindo um visual dinâmico. Em todas as versões de acabamento, os pára-choques são pintados na mesma cor da carroceria. No centro da tampa do porta-malas - cuja capacidade de carga é de 506 litros, superior ao de seus concorrentes diretos -, está o símbolo da Renault e, logo abaixo, a inscrição ''Symbol'', em letras estilizadas, na cor prata.
Motor
O motor 1.6 8V Hi-Torque sob o capô do Symbol é produzido na Fábrica de Motores, instalada no Complexo Ayrton Senna, em São José dos Pinhais (PR). Este propulsor equipa outros modelos da marca à venda no País. São 92 cavalos de potência máxima, com gasolina, e 95 cv com álcool (5.250 rpm). O torque máximo chega a 13,7 kgfm (gasolina) e 14,1 kgfm, com álcool (2.850 rpm). Alimentado com álcool, precisa de 11,9 segundos para ir de 0 a 100 km/h. Com gasolina, são 12,2 segundos. A velocidade máxima do modelo é de 175 km/h (álcool) e 173 km/h (gasolina).
Durante o período de teste, o motor mostrou ser bem confiável, mesmo em trechos com subidas. Com o ar-condicionado ligado, a potência diminui, mas nada que cause dor de cabeça. Quanto ao consumo, a média ficou em torno de 8 km/l abastecido com álcool, na cidade, algo normal para um carro 1.6.
O sistema bicombustível do motor 1.6 8V Hi-Toque que equipa o Renault Symbol aceita gasolina pura (E0), gasolina (E22), com álcool em sua composição, e álcool hidratado. (E100), permitindo ao Symbol rodar em outros países da América Latina. Entre as inovações tecnológicas do conjunto, destacam-se a borboleta eletrônica, que dispensa o tradicional cabo do acelerador, e o sistema de partida a frio com quatro injetores de gasolina no coletor, garantindo partidas instantâneas e sem falhas.
Para completar, como outros carros da Renault, o Symbol conta com três anos de garantia. Com todos esses atributos, o modelo chega ao consumidor a partir de R$ 40.990,00.

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