Curitiba - O carro que venceu a primeira colocação na categoria gasolina foi do Colégio Técnico Industrial Santa Maria do Rio Grande do Sul e batizado de Ecoctism e consumiu 42,9 ml de combustível na prova com um índice de 277 Km/litro. Para o presidente da comissão de avaliação e vistoria dos veículos, Angelo Cesar Nuti, este carro foi simples, mas bem construído.
Na categoria etanol, o primeiro colocado foi o Cefet de Minas Gerais com o carro Ecofet, com consumo de 106,2 ml de combustível e índice de 122,7 Km/litro. Segundo Nuti, este carro foi mais elaborado, bem testado e tinha transmissão CVT, ou seja, com número maior de marchas.
Na categoria elétrico, a vencedora foi a Universidade Federal de Itajubá de Minas Gerais com o carro Ampéra. Nesta categoria, todos os carros utilizaram bateria padrão Heliar de 4 ampere/hora e 12 volts (12V-4Ah). ''Esta é a única fonte de energia do carro na pista'', explicou Nuti. Para cada uma das etapas, o carro recebe uma carga nova de energia. Ele disse que o primeiro critério de seleção é o número de voltas que o carro faz a uma velocidade de 15 km por hora. Depois os participantes rodam até o veículo parar. Nos carros elétricos, os alunos usam uma diversidade de motores como de furadeira, de ar-condicionado, de aeromodelo, entre outros.
O primeiro lugar de projeto ficou com a Univile - Fundação Educacional de Joinville (SC). Segundo Nuti, o carro tinha qualidade de construção, inovação e injeção eletrônica, além de ser um bom projeto em estrutura.
Na categoria projeto também são consideradas a interface homem-máquina, segurança e aproveitamento de combustível. Durante a maratona havia até carros com pneu de roda de competição de paraolímpiada.
Para Nuti, este tipo de competição é importante porque o aluno aprende a trabalhar em time e utiliza a teoria que tem na faculdade para construir o carro. ''Este tipo de maratona é uma base para melhorar a engenharia no Brasil como um todo'', destacou. (A.B.)

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