O motoentregador Leandro Rodrigues, 31 anos, trabalha dia e noite a bordo de sua CG Titan 150. A rotina se repete há três anos. Sob o sol, ele faz entrega de documentos e encomendas para clientes próprios; à noite, entrega lanches. Rodrigues conta que optou pela CG pelo conforto e praticidade do modelo. "É econômica, a gente acha fácil as peças, tem freio a disco e roda de liga", explica.
No baú acoplado atrás do banco o motoentregador carrega lista telefônica e capa de chuva. Os guidões cobertos protegem as mãos do frio de julho. Para segurança, a moto foi equipada também com "mata cachorro", uma espécie de para-choque que evita o contato direto com os pés do condutor, e uma antena "corta pipas". Rodrigues incluiu outros itens na moto, como buzina de automóvel, pisca-alerta e pneu traseiro sem câmara de ar. "Isso agiliza o conserto, a gente não tem tempo a perder", diz. Para ele, as críticas em relação ao modo de dirigir dos motociclistas fazem sentido, mas falta compreensão. "A gente corre porque tem pressa; se você pede um lanche quer que ele chegue quente e não frio", defende. Para Rodrigues, o excesso de fiscalização dos órgãos de trânsito e a desunião da classe são as maiores dificuldades enfrentadas por quem trabalha com entrega. O motoentregador conta que deve trocar o modelo 2013 de sua CG já no ano que vem, "não por ser ruim, mas porque começa a dar manutenção e já não compensa manter".
Foi justamente o baixo custo de manutenção e a economia que atraíram o mototaxista autônomo Hudson de Paula, 25, para a compra de uma CG 150 2013. Antes, ele tinha uma 125, ano 2007. Há quatro anos, de Paula trocou o trabalho de entrega de produtos químicos, em que usava automóvel, pela moto, e não se arrepende. "Troquei pela liberdade de trabalhar e poder ganhar mais", conta. Segundo ele, o costume de andar de moto faz com que seu automóvel permaneça na garagem até nos finais de semana. "É mais fácil de estacionar e econômica; gasto R$ 60 por semana com combustível porque ando muito", calcula. Além da economia, o gosto pelo transporte sobre duas rodas também atraiu o mototaxista. "Gosto de andar de moto, se não gostasse não conseguiria trabalhar", garante. (C.F.)

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