Ao contrário dos campeonatos europeus de Super-Truck, nos quais os caminhões são projetados especialmente para corrida, no Brasil, os caminhões do Campeonato Brasileiro de Fórmula Truck são uma adaptação a partir dos caminhões de estrada, submetidos a um processo capaz de transformá-los nas velozes máquinas que estarão hoje na pista do Autódromo Internacional Ayrton Senna, em Londrina.
Os passos para transformar um estradeiro, com potência de 420 cv, em uma máquina de competição capaz de chegar a 230 km/h exigem muito conhecimento de causa dos integrantes de cada equipe da competição. A extensão das mudanças é ditada pelo regulamento técnico da categoria. As explicações ao lado tomam por base o modelo eletrônico Scania T 420, do piloto paulista Roberval Andrade.
O primeiro passo para a transformação é desmontar o caminhão por inteiro, deixando-o apenas com as longarinas - as duas vigas de aço que, junto com as travessas, formam o chassi. A distância entre os eixos é diminuída de 4,2 m para 3,4 m, com recuo de 55 cm na posição do motor. O comprimento total do cavalo passa de 6,5 m para 5,4 m.
Avalizada pelo regulamento técnico, a troca do eixo original dianteiro por um de ônibus, mais baixo, garante um rebaixamento de 12 cm na altura do motor em relação ao solo. Feixes de molas, amortecedores especiais e molas de suspensão garantem o redimensionamento do caminhão.

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