‘‘A força de movimento de um carro, basicamente, tem o seguinte sentido: motor, transmissão e rodas. Ao fazer um automóvel pegar no ‘‘tranco’ este sentido é realizado inversamente: rodas, transmissão e motor. Essa inversão faz com que uma engrenagem menor force uma maior, o que é perigoso, pois pode-se quebrar um dente da engrenagem e por consequência toda a transmissão. Um ‘‘tranco’’ realizado com o carro engatado em segunda marcha, a probabilidade de quebra é de 50%. Já um ‘‘tranco’’ com o carro engatado de ré, as chances são de 90%. A melhor maneira de fazer um carro pegar é realizar uma ‘‘chupeta’’, uma ligação com cabos feita através de outra bateria auxiliar. No caso de extrema necessidade, o ‘‘tranco’’ deve ser feito de forma menos abrupta, ou seja, ao soltar o pé da embreagem, em vez de soltar de uma vez, faça isso lentamente como se fosse trocar de marchas. Em automóveis com injeção eletrônica, se a bateria estiver totalmente descarregada, o motor não vai funcionar com o ‘‘tranco’’, pois o sistema exige uma voltagem mínima de 5 volts para que os bicos injetores de combustível se abram’’.

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