Como resolver
PUBLICAÇÃO
sábado, 15 de agosto de 1998
Sebastião Marcos, 32 anos, bancário. 
Quase todo mundo sabe que um veículo, ao ser freado, é submetido a uma transferência de peso para frente. Quem anda de bicicleta conhece esse efeito, em que o ciclista e bicicleta são arremessados para cima e para frente, tendo a roda dianteira como pivô, caso o freio seja aplicado com extremo vigor. Num automóvel, o freio dianteiro é o mais importante justamente em função desse efeito. Num veículo compacto típico, de motor e tração dianteira, 65% de seu peso está aí, os 35% restantes ficando na traseira. Isso com o carro parado, pois numa freada essa proporção atinge facilmente a marca de 80%-20%. Desse modo, o freio dianteiro deve ser bem mais potente do que o traseiro. Como os freios a disco, por suas características construtivas, são mais potentes do que os a tambor, é tecnicamente correto ter-se discos à frente e tambores atrás. Por conta ainda da necessidade de freios mais potentes à frente do que atrás, quando um veículo é equipado com freios a disco nas quatro rodas, normalmente só os dianteiros são ventilados, já que frear é transformar energia cinética ou de movimento em calor. Uma vantagem do freio a tambor atrás é a simplicidade do mecanismo do freio de estacionamento, comparado com os dos freios a disco.


