‘‘A injeção eletrônica substitui o carburador na função de dosar a quantidade de combustível que deve ser fornecida ao motor para uma queima perfeita. Sua principal vantagem em relação ao antigo sistema é a precisão. No carburador, o que determina a quantidade de combustível é somente a depressão existente no coletor de aspiração e, no caso de acelerações rápidas, um sistema mecânico de pistão injeta uma maior quantidade de combustível. No sistema eletrônico os bicos injetores, peças responsáveis pela dosagem de combustível na câmara de combustão (sistema Multi Point Injection) ou no coletor de admissão (sistema Single Point Injection), são comandados pela central eletrônica que controla o tempo e a abertura de cada bico injetor em cada situação. A central eletrônica funciona como um cérebro que comanda os bicos injetores em função das várias informações fornecidas pelos sensores. Estas informações são atualizadas em tempo real com a correção imediata da injeção. Com as informações dos sensores, a central eletrônica ‘‘sabe’’ se o motor está frio ou se o motorista está fazendo uma aceleração rápida, ajustando a necessidade de combustível a cada momento.’’
Carlos Henrique Ferreira, engenheiro da Fiat Automóveis do Brasil, Betim, Minas Gerais.

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