Como manter a eficiência da ignição?
PUBLICAÇÃO
sábado, 03 de março de 2007
Da Redação 
A queima eficiente da mistura ar/combustível na câmara de combustão é fundamental para que o motor produza potência. Independentemente do tipo e de quando o carro foi fabricado, a centelha que salta das velas é a principal responsável pela explosão, que se reflete na economia de combustível e no desempenho. Como existe muita turbulência nos cilindros durante a fase de compressão, a corrente elétrica e o tamanho da faísca precisam estar de acordo com os parâmetros estabelecidos pelos fabricantes.
Ao longo do tempo, o sistema de ignição teve seus componentes reduzidos e passou a ser controlado pelo mesmo módulo da injeção eletrônica. As bobinas foram substituídas por transformadores de ignição, ou por pequenas unidades monitoradas por sensores que transmitem energia para as velas sem passar pelo distribuidor (este foi extinto como parte do processo de evolução).
Nos carros atuais, ficou mais simples manter o sistema funcionando com perfeição. O prazo médio de troca das velas com eletrodo de platina já chega a 80 mil km, ante os 20 mil km das velas convencionais. Para tê-las funcionando bem, a cada 30 mil km basta verificar se a folga do eletrodo está de acordo com as especificações de cada fabricante. Já nas velas convencionais essa verificação deve ser feita a cada 10 mil km. Como parte do sistema, os cabos de vela não podem estar descascados e sujos, o que causa fuga de corrente e, consequentemente, perda de eficiência.
Já nos modelos com distribuidor, o rotor (cachimbo) que distribui a energia para as velas deve ser verificado a cada 5 mil km e trocado a cada 20 mil. A tampa do distribuidor não deve ter rachaduras e os contatos precisam estar em bom estado e livres de umidade.


